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Para
os místicos, é a cor da elevação espiritual. Para as artes,
a cor da nobreza. Para os estilistas, uma questão de elegância
e sobriedade. Lilás, roxo, púrpura. Nas cartelas de cores
deste inverno foi batizada de “aubergine” (beringela). “É
uma cor excelente para o inverno porque num dia feio, fechado,
ela enfeita e é, ao mesmo tempo, discreta”, diz Rodrigo Trussardi,
responsável pelas criações da grife Mixed. A cor é uma evolução
do rosa, que estourou no verão. Para o inverno, ela escureceu,
tornou-se mais sóbria e trouxe suas nuances e variações de
tom. Uma de suas grandes vantagens, em relação à cor-irmã,
é que seus limites são menores. É alegre para as jovens e
elegante para as maduras. Cabe durante o dia ou à noite. Pode
ser esporte ou habillé. Mesmo com tanta flexibilidade, há
que se ter cuidado. Combinar essa cor é tarefa árdua. “Ela
deve ser usada com tons neutros, como preto, cinza e camelo,
mas jamais com outra cor forte”, ensina Rodrigo.
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