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Seriado
Opposite
Sex
Angústias e inseguranças da idade adolescente
na era da internet
Neuza
Sanches
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Reprodução
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| O
elenco, com Milo Ventimiglia ao centro: o homem não é o sexo
forte |
Quando
o jovem Kevin Arnold, na pele de Fred Savage, revelou o medo que
sentia do primeiro beijo, a ansiedade que sofria em épocas de prova
e o calvário que enfrentava com os inimigos da escola em Anos
Incríveis, o sucesso veio a galope. Em setembro de 1993, os
brasileiros conheceram a imbatível série americana pela Rede Cultura.
A partir daí, a televisão foi bombardeada por outras produções do
gênero, mas não com o mesmo vulto. Chega agora à tevê paga nacional
o fresquinho sucesso Opposite Sex (Warner, terça-feira, 20hs).
O gênero
foi atualizado. Jed Perry (Milo Ventimiglia), o adolescente-protagonista,
não mora mais com a família inteira a exemplo de Kevin. Mudou-se
com seu pai divorciado para uma cidade em que há somente duas escolas:
uma de cadetes. E outra, tradicional feminina, mas que passou a
aceitar que o sexo oposto freqüente as aulas. O garoto, sem vontade
de enfrentar uma educação linha-dura, optou pela segunda.
Assim,
ele descobre as desvantagens de pertencer a uma minoria. Isso acontece
quando ele se vê obrigado a jogar badminton – espécie de tênis para
o qual é usada a peteca em vez da bolinha – nas aulas de educação
física. Ou mesmo quando tem que usar um vestiário improvisado numa
sala de produtos de limpeza, já que a escola tem apenas três alunos
do sexo masculino.
A
fórmula da nova série é a mesma: traz histórias relacionadas a angústias,
inseguranças e receios da garotada. Mas Opposite Sex promete
ir além. Afinal, Jed vive em nova estrutura familiar, na era da
internet e num planeta onde o homem não é necessariamente o sexo
forte da história.
A
eterna problemática, atualizada
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