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Ping-Pong
Cordel
nas telas
Paula
Azulgaray
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Foto:
Mabel Feres/AE
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| Abranches:
“O cordel reforça o tom alegórico” |
A história
de três irmãs que correm o sertão à procura
de matadores para uma vingança é inspirada em centenas
de rixas entre clãs nordestinos.
As
Três Marias idéia original do cineasta pernambucano
Heitor Dhalia foi composta em cordel pelo escritor Wilson
Freire e, no começo do ano que vem, será transformada
em longa metragem por Dhalia e Aluizio Abranches (Um Copo de
Cólera), que falou à Gente.
Como
o cordel será adaptado à linguagem cinematográfica?
Abranches: A história será contada por um cordelista,
que aparecerá no princípio e no final. Ele é
o narrador, o contador de histórias. Antes de existir rádio
e tevê no nordeste eram os cordelistas que divulgavam as notícias.
O
cordelista não vai interagir com os personagens?
Não. Ele existe para reforçar o tom alegórico
da história. Mas sua voz surgirá em off cantando quadras,
sextetos, galopes e lamentos, de acordo com o espírito dos
personagens no momento.
Vocês
também vão usar gravuras de cordel?
Sim, o narrador será tanto folhetista quanto gravurista.
As imagens, a princípio, serão usadas como elementos
gráficos em letreiros.
O
roteiro e o cordel são baseados em um caso real?
São baseados em várias histórias reais de crimes
e vinganças que acontecem em qualquer lugar do mundo, mas
ambientadas no Nordeste contemporâneo.
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