Numa
revista, nem tudo é dito com palavras. Muitas vezes, são os gestos
e as expressões do personagem que se encarregam de revelar o fundamental.
E nesse ponto, o click do fotógrafo costuma ser decisivo. “A fotografia
tem o poder de ampliar ou diminuir uma matéria e, no caso de Gente,
ela é a alma da revista”, diz o editor de fotografia de Gente,
Cesar Itiberê.
Numa
linha editorial que valoriza a informação sem perder de vista
a força do retrato, Gente produziu, em seu primeiro
ano, uma média de 3.500 cromos por semana. Um trabalho dinâmico,
realizado por uma equipe de 11 fotógrafos, que agora tem seu conjunto
representado por 32 fotos selecionadas para comemorar o primeiro
aniversário da revista. As fotos ficarão expostas por duas semanas
– de quinta-feira 3 até o dia 17 – no Espaço Fashion do Shopping
Iguatemi, em São Paulo. “Essa exposição tem um pouco de tudo o
que encontramos em Gente: a foto do instante, não
armada, e a foto exaustivamente pensada, ainda na Redação”, diz
Itiberê.
Nos
32 painéis que retratam de anônimos a famosos, o que se vê são
imagens informativas e, na maioria das vezes, inusitadas. Quem
poderia imaginar, por exemplo, uma Gisele Bündchen tão debochada
quanto a que mostra a língua na foto de Pio Figueiroa? Ou um executivo
escalando cachoeira com paletó e celular, clicado por Ricardo
Teles?
“O grande diferencial da foto de Gente é que ela
é pensada para surpreender o leitor, mexer com ele”, explica Itiberê.
Tão inusitada quanto a língua de Gisele é a foto do vice-presidente
Marco Maciel, posando ao lado de uma escultura, em Brasília, ou
a do empresário Antônio Ermírio de Moraes sentado no chão, ao
lado de sua mesa de trabalho. E será que algo mais precisa ser
dito sobre o “avião” Paulo Zulu, em plena sessão de exercícios?
“Se o personagem de uma matéria tem uma boa história para contar,
nós teremos, com certeza, uma boa foto para fazer”, completa Itiberê.
Corpo
e alma do personagem