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Pastor Vega, um veterano em Gramado

Luís Edmundo Araújo, de Gramado

Divulgação
Vega (à dir.) com
o elenco do filme

Um frio não tão intenso quanto o esperado e uma recepção calorosa ao primeiro longa-metragem exibido, Las Profecias de Amanda, do diretor cubano Pastor Vega, marcaram o início do 28º Festival de Gramado de Cinema Latino e Brasileiro, na segunda-feira 31. Ovacionado pelo público que lotou o Palácio dos Festivais, um cinema com capacidade para 1,1 mil pessoas, Vega saiu da exibição de seu filme tecendo elogios ao festival. “O Brasil é muito importante do ponto de vista cultural e Gramado é o lugar perfeito para se lançar um filme no País”, disse o cineasta, que já dirigiu o Festival de Cinema de Havana e, volta e meia, discute com Fidel Castro os rumos da sétima arte no seu país.

“A derrocada dos países socialistas abalou a economia cubana, mas também deixamos de produzir porque os dirigentes do nosso cinema estavam cansados”, conta. “Agora a coisa mudou”, aposta o diretor que voltou a filmar após sete anos. Las Profecias de Amanda, uma comédia com toques de realismo fantástico, sobre uma mulher capaz de conhecer o passado, o presente e o futuro, custou US$ 200 mil. Mais ou menos o mesmo valor gasto em outros filmes da nova safra cubana, como Lista de Espera, de Juan Carlos Tabia, o mesmo que assinou Guantanamera e Morango e Chocolate. Somente este ano, cinco filmes foram produzidos em Cuba, comprovando o otimismo de Vega. “O povo cubano estava ansioso. O cinema é tão popular lá quanto o futebol aqui.”

Pastor Vega costuma trabalhar em família. No seu último filme, a personagem principal é vivida por sua mulher, Daysi Granados. Dois de seus filhos, Hiran e Eron, também atuam, enquanto o outro filho, Aaron, escreveu o roteiro junto com o pai. “Gosto de trabalhar com quem conheço.” Com sete filmes no currículo, o cineasta cubano de 60 anos só não escreveu o roteiro original em um deles, quando adaptou a peça Amor em Campo Minado, de Dias Gomes. “É a história de um homem que, na rua, é marxista, mas em casa é um reacionário. Isso é comum em nosso país”, diz.

Nada que o coloque em oposição ao regime de Fidel Castro. “Ele é um símbolo, resume a história de Cuba.” Vega jura que nunca teve problemas com a censura. “Toda sociedade se defende, mas o dever de cada obra é polemizar.” Mesmo criando polêmicas, o diretor nunca ouviu críticas de Fidel. “Ele não gostou de Guantanamera, mas nunca reclamou dos meus filmes”, conclui, sem esconder o sorriso.

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