|
Divulgação
|
 |
Nicolas
Cage protagoniza um arsenal
de cenas de explosões, tiros
e acidentes de carro |
O
tempo máximo que 60 Segundos pode ficar na memória
do espectador é esse indicado no título do filme.
E nada mais. Então, se você quer pegar um cineminha
para não ter que pensar, comer pipocas e ver o rostinho
lindo da Angeline Jolie (toda caras e bocas) e o olhar de cachorro
esfomeado do Nicolas Cage, vá. Esse blockbuster que estréia
sexta-feira 4 em circuito nacional lhe dará, ainda, 103
minutos com muitos acidentes de carro espetaculares e dilemas
morais facilmente solucionáveis.
Dirigido por Dominic Sena (Kalifornia) e produzido por
Jerry Bruckheimer (Armaggedon), o filme, que também
traz no elenco o veterano Robert Duvall, não serve, porém,
para aqueles que procuram um cinema minimamente criativo. O roteiro?
É assim: melhor ladrão de carros do mundo (Cage)
é obrigado a roubar 50 automóveis em 24 horas para
salvar a pele do irmão. Será que ele consegue?
Sabe-se
como tudo isso acaba nos primeiros minutos de projeção.
Conhecer o final da história, neste caso, é somente
mais uma das facilidades propostas pelo filme, vem da generosidade
do diretor (o que para alguns mais exigentes pode soar como insulto).
É como se ele dissesse: Fiquem tranqüilos: agora
que já sabem de tudo, gozem do melhor que o cinema americano
pode oferecer: acidentes de carro, explosões, tiros, pirotecnia,
espetáculo.
O fato é que nem isso o filme conseguiu. Em tempos de velocidade
o cinema produz filmes de ação mais interessantes
do que este. Missão: Impossível (o primeiro)
tem perseguições mais engenhosas, Matrix
é mais inteligente, sutil, Velocidade Máxima...
Bem, se você gostou de Velocidade Máxima então
assista a 60 Segundos. A farinha é do mesmo saco.
Descartável
em 60 segundos