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Ping-Pong
Rita
Lee
Ramiro
Zwetsch
Você
concorda que esse disco é o seu melhor dos últimos
15 anos?
O bebê da casa sempre acaba ganhando as últimas gracinhas,
né? Mas acho
que o 3001 foi para o trono sim!
É
o mais rocknroll.
Fazia tempo que eu não gravava tanta pauleira de uma só
cajadada.
Você
acha que a MPB reluta em aceitar a contribuição da
música eletrônica?
O Brasil é um país festeiro, muitos dos melhores DJs
planetários são nossos.
A MPB era totalmente radical, mas com o Tropicalismo a escravidão
do pandeiro e violão foi para o brejo. Hoje até Chico
Buarque já não torce tanto o nariz para guitarras
elétricas. A música eletrônica é boa
demais para não cair nas graças das pistas brasileiras.
Você
ouve?
Meu filho João é DJ e é com ele que aprendo
a diferenciar e apreciar trance, house, acid, drumnbass
e outros tantos rótulos.
Você
planeja manter o flerte com a música eletrônica?
A tia sempre mexeu com eletronicidades. Nas faixas 3001
e 2001 usei instrumentos do baú tipo Theremin,
Mellotron, Mini Moog, bateria eletrônica Roland e outros avós
da modernidade. Não vou mergulhar de sola, mas sempre vou
usar todos esses rótulos que misturo no liqüidificador
e chamo de roquenrou.
Como
surgiram as parcerias com Fernanda Takai, Zélia Duncan e
Tom Zé?
Fiz várias apresentações com Zélia e
Takai no ano passado e rolou tricô musical no ato. Eu e Tom
Zé nos encontramos numa festa e lá ficou decidido
que nosso astronauta libertado seria projetado para
o quarto milênio.
Quem
você curte da nova geração?
Ouço de tudo e gosto da ala feminina pop/rock: Zélia
Duncan, Cássia Eller, Ana Carolina, Paula Toller, Cris Braun,
Fernanda Takai, Fernanda Abreu.
Sua
obra motivou até um projeto musical da Rita Cadilac.
Eu me sinto uma ACM em camarote de carnaval, com esse beija mão
todo (hehehe!). Adoro receber homenagens e ser regravada por quem
quer que seja.
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