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Foco
CD
inaugura Instituto Cultural Suba
Guga
Stroeter
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O
iugoslavo Suba: toque eletrônico na MPB
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A passagem
de Suba pelo cenário musical brasileiro foi brilhante e meteórica.
Nascido na Iugoslávia, ele chegou a São Paulo em 1990
e foi um dos principais responsáveis pela incorporação
da eletrônica no que convencionamos chamar de música
popular brasileira. Poucos estrangeiros conseguiram ser tão
brasileiros. Seu trabalho como produtor de Marina Lima, Bebel Gilberto,
Daniela Mercury, Arnaldo Antunes, Edson Cordeiro e Mestre Ambrósio
conferiu a esses artistas uma sonoridade cosmopolita a partir da
transmutação
da batida da bossa nova e dos tambores regionais.
A
trajetória coerente de Suba foi brutalmente interrompida
por sua morte terrível e absurda: em outubro do ano passado,
viu-se asfixiado pela fumaça de um incêndio caseiro.
Ele deixou um disco, São Paulo Confessions, aclamado
por toda a imprensa européia e considerado pela publicação
Tops (Tower Records) como um dos três melhores lançamentos
da música eletrônica em 1999. No álbum, Suba
assume as composições, pianos, teclados, programações
e samplers e tem as participações de amigos como Arnaldo
Antunes, Frejat e Siba, líder do Mestre Ambrósio.
O repertório é um roteiro, um passeio adensado por
encontros com personagens noturnos.
Os
títulos das composições são sugestivos:
Na Neblina, Antropófagos, Um
Dia Comum em São Paulo e a auto-referente Samba
do Gringo Paulista. Ao retratar a pouco cantada cidade de
São Paulo, Suba incorpora ruídos e pulsações
densas que nos remetem à vocação industrial
da megalópole.
O contraponto
é o tom confessional das interpretações, que
cria a possibilidade da poesia romântica e intimista. Tudo
com suingue, samba e groove funky onde se destacam a voz da estreante
Cibelle Cavalli e a percussão do experiente João Parahyba.
O disco São Paulo Confessions é uma realização
do recém-criado Instituto Suba, uma organização
sem fins lucrativos que além de preservar a memória
do músico nos promete o lançamento de uma nova geração
de artistas ligados à música, teatro, dança
e moda. Até o fim do ano, o instituto lança os CDs
de estréia de Natália Barros, Sizão Machado
e da dupla Jô e Tuco Freire.
A
trilha sonora da peça Bonita Lampião, realizada
por Suba em 1996, é outra promessa de boa música a
caminho.
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