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Romance
Viúva
por um Ano
Chega
ao Brasil mais um comovente drama familiar de John Irving
Neuza
Sanches
John
Irving ficou conhecido na década de 70, quando lançou o best-seller
O Mundo Segundo Garp. Este ano, ganhou o Oscar pelo roteiro
de Regras da Vida, em que um jovem criado em orfanato embarca
numa viagem de autoconhecimento. A busca interior é marca registrada
nos escritos de Irving. Em Viúva por um Ano (Record, 546
págs., R$ 38), o autor recorre ao mesmo apelo emocional.
Irving
trafega pelo gênero folhetim com originalidade e estilo. Viúva
por um Ano se vale de uma narrativa comovente, capaz de levar
às lágrimas. Desta vez a protagonista é Ruth, uma garotinha cuja
vida será para sempre marcada por uma tragédia familiar: a morte
de seus dois irmãos, antes mesmo de ela nascer. Quando Ruth tem
só 4 anos, o casamento de seus pais se desestrutura, sua mãe desaparece
de casa, atormentada pelos fantasmas dos garotos mortos.
A
trama é cheia de reviravoltas e Irving mantém o suspense mesmo revelando
o desfecho logo de início. Seu segredo é despertar a curiosidade
do leitor sobre como se chegará àquela situação final.
O
autor americano é, na verdade, um especialista em romances que contam
sagas de famílias desfeitas, com pais ausentes e filhos problemáticos.
Não escreve uma linha sem esbarrar nessa faceta. Pudera. Ele próprio
é um caso representativo: ainda no berço, seu pai abandonou o lar.
O jovem foi criado pela mãe e por um padrasto que o educaram em
regime de linha-dura. Viúva por um Ano está longe de ser
um folhetim açucarado. Pelo contrário. É mais um drama familiar
muito bem contado.
Emoção
à flor da pele
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