|

Quadrinhos
Casa
Grande & Senzala
O
clássico de Gilberto Freyre volta no melhor estilo dos quadrinhos
Gabriela
Mellão
No
ano em que se comemora o centenário do escritor e sociólogo Gilberto
Freyre, falecido em 1987, o Brasil ganha um presente: Casa Grande
& Senzala em Quadrinhos (Ed. Brasil América, 52 págs., R$ 49).
O livro é a versão gráfica do maior clássico da sociologia brasileira,
que recebe cores e tipologia mais modernas e volta ao mercado 17
anos depois de sua segunda e última edição.
O
belo trabalho, monitorado pelo próprio autor, é uma amostra de sua
luta pela difusão do hábito de leitura. Apaixonado pelo Brasil tanto
quanto pela literatura, o pernambucano Gilberto Freire defendia
a importância de se fazer adaptações populares de obras importantes,
especialmente no formato história em quadrinhos. “É uma ponte para
a leitura”, costumava dizer. Hoje, se estivesse vivo, ficaria radiante
ao saber que Casa Grande & Senzala em versão quadrinhos é
o livro mais procurado na biblioteca de sua Fundação.
Não
é difícil entender o porquê desse sucesso. A linguagem é simples,
a estética atraente, no melhor estilo dos “super-heróis”.
E
está conservada a essência da obra integral, de 1933, que foi inovadora
ao rejeitar o rótulo imposto ao País de “Europa tropical” e valorizar
a mestiçagem cultural do Brasil – criando polêmica ao retratar brancos
influenciados pela cultura negra.
Casa
Grande & Senzala marcou gerações de intelectuais. Sua versão
em quadrinhos tem tudo para fazer o mesmo com estudantes.
Brasil
em quadrinhos
|