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Divulgação
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Mel
Gibson, o mocinho dos sonhos das platéias: tudo pela pátria
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Na
vida real ele é exemplar. Católico devoto, mantém um casamento
estável e uma prole de sete filhos – todos eles da mesma mãe.
Na profissão, não poderia estar melhor. Seus últimos filmes foram
sinônimos de sucesso de bilheteria e seus personagens continuam
sendo os mocinhos dos sonhos de qualquer platéia – do tipo viril
e que faz justiça com as próprias mãos. O papel de herói veste
Mel Gibson com perfeição.
O
Patriota, filme que estréia na sexta-feira 21 no Brasil, parece
ter sido feito sob medida para o bom-mocismo de Gibson. O ator
interpreta o adorável fazendeiro norte-americano Benjamin Martin,
ex-soldado que, viúvo, abdica de suas aptidões animalescas e faz
o que pode pela criação de seus (também) sete filhos. Martin terminaria
seus dias assim, se não fossem alguns percalços e injustiças que
acontecem no meio do caminho e que o obrigam a voltar ao campo
de batalha e a lutar pela liberdade de seu país.
Com Mel Gibson no papel principal deste épico com altas doses
de patriotismo sobre a guerra da independência americana, o filme
tem tudo para conquistar o público brasileiro. O Patriota
conta ainda com mais dois fortes aliados: uma bela fotografia
e um novo galã – Heath Ledger (10 Coisas Que Odeio em Você),
que interpreta o filho mais velho do fazendeiro.
Em
sua estréia no verão americano, o filme só perdeu para Mar
em Fúria, com outro titã de Hollywood, George Clooney. Já
na Inglaterra, a batalha não foi ganha. Fácil entender porquê.
Gibson já não era muito bem visto por lá, desde que interpretou
um líder escocês do século 13, em Coração Valente. Em O
Patriota, os ingleses novamente não têm vez. O menos bárbaro
deles tranca os habitantes de uma vila americana dentro de uma
igreja e tasca fogo em todos. A resposta veio rápida na Grã-Bretanha.
Historiadores contestaram algumas passagens do filme e a bilheteria
ficou aquém das expectativas – no fim de semana de estréia arrecadou
25% de outras grandes produções, como Gladiador.
Vitória
do bom-mocismo