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Tecnologia  
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Pensou, ligou
Empresa americana lança celular comandado por ondas cerebrais

SEM FIO Operações são enviadas por bluetooth

Câmera fotográfica, player de música, GPS e internet já são coisas comuns nos celulares. Quais serão agora as novas e grandes fronteiras da tecnologia e da ciência a serem ultrapassadas pela telefonia móvel? A resposta, dada na semana passada pela empresa americana NeuroSky, pode ser um celular controlado pelo cérebro (o modelo existente ainda é um protótipo). O usuário coloca um fone de ouvido que, através da tecnologia EEG (empregada em eletroencefalograma), capta as ondas cerebrais. Esse sistema é capaz de identificar a variação dessas ondas que ocorre em diferentes estados emocionais (excitação, meditação, relaxamento, por exemplo). O sinal é enviado por bluetooth para um decodificador que o transforma em comandos para celular.

Imagine pensar em uma pessoa querida e somente com a força do pensamento (alegria de falar com ela) operar um telefone e ligar. Sem nenhum comando, sem nenhum botão.

Por enquanto essa tecnologia não está disponível come r c i a lment e , mas fabricantes de telefones já a estão adquirindo.

Demanda há para isso. A própria Neu roSky anunciou, recentemente, um jogo especial no qual existe um capacete que recebe os sinais elétricos do cérebro do jogador e os transfere para um sensor acoplado a um carrinho ou a uma espada - como a do personagem Darth Vader, do filme Guerra nas estrelas. O jogo é inovador e já tem até concorrente criado pela empresa americana Emotiv Systems. O usuário põe um capacete e apura a concentração - quanto mais a pessoa se concentrar, melhor o jogo funciona.

A leitura tecnológica de pensamentos também vale para finalidades que não as do entretenimento. Há, por exemplo, cadeiras de rodas que funcionam através de ondas cerebrais - o princípio, em regras gerais, é sempre o mesmo. Uma novidade é o colar chamado Audeo. Trata-se de uma peça que faz de pensamentos palavras inteligíveis (os impulsos elétricos do cérebro, no campo da fala, vão à laringe). De celulares a suportes voltados à medicina, passando por jogos, o fato é que o nosso cérebro está se transformando num preciso controle remoto.

 

26/9/2008


 
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