ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Cultura  
Imprimir
 
LIVROS
Libertinos de ontem e de hoje
Três livros contam, na linguagem atual, clássicos eróticos da literatura da Roma Antiga e do século XVIII

ELIANE LOBATO

DESPERTAR Obra de Niclas Lafrensen retrata a intimidade dos nobres franceses transportada para a literatura

Trabalhar em clássicos dessa estatura significa enfrentar grandes riscos, já que são obras celebradas em todo o mundo. Mas é também dar a si próprio uma grande glória: a de apresentar em linguagem mais acessível a quem não é afeito à leitura alguns textos de grande envergadura. "A minha escrita é mais fácil de ser percebida por um leitor de hoje, principalmente quando se fala em Sade, que é difícil de ler. Pouquíssimos o encararam", diz Braga. O escritor, familiarizado a narrativas do gênero (é autor do romance O que contei a Zveiter sobre sexo), acha que correu um risco maior ainda com Casanova, porque criou outra narrativa para um fato de sua vida real: "Ele é como a Bíblia. É uma figura que se tornou um mito, já passou da categoria personagem." Casanova adorava os prazeres da mesa e do sexo. Não existem retratos dele produzidos durante sua vida, mas as imagens que surgiram nos anos posteriores, baseadas em relatos, o mostram como um homem elegante e de boa estampa. Ele foi amante de centenas de mulheres e pertencia à escola dos libertinos que produziu outros tipos como o marquês de Valmont, por exemplo, mostrado no romance Ligações perigosas, de Chordelos de Laclos. Segundo Braga, Petrônio é o mais interessante escritor erótico entre todos que adaptou:

"Os autores eram todos muito ligados aos poderosos e tinham uma noção falsa de elite. Arrostavam moralidade no senado e, à noite, iam ao encontro de prostitutos nas casas de banho. Petrônio escreveu um romance realista, coisa que não existia na época, e em prosa, numa tradição de literatura lírica".


PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2

3/7/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions