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O último dos autenticos
Exemplo de conduta ética, o senador Pedro Simon é hoje um político isolado e diz que não deixa o PMDB porque não tem para onde ir

OCTÁVIO COSTA E SÉRGIO PARDELLAS

Ele relembra, com semblante saudoso, os momentos áureos dos "autênticos do MDB" e dos instantes que antecederam a morte de Tancredo em abril de 1985. "A direita militar estava assanhada. Não queriam dar posse a Tancredo, quanto mais ao Sarney, mas estávamos lá, lutando." A segunda decepção de Simon foi o governo Fernando Henrique Cardoso. "O PSDB tinha grandes nomes de esquerda - Montoro, Covas, FHC - mas quando alcançou a Presidência o Fernando Henrique 'endireitou'." Já o PT, na opinião de Simon, contribuiu de maneira decisiva para a despolitização em geral ao aprofundar o receituário neoliberal e cometer sérios deslizes de natureza ética e moral. "O Lula está dando show na política internacional e foi muito inteligente ao criar o PAC e investir no programa Bolsa Família, mas na questão moral foi um fracasso." Em sua opinião, "se o presidente Lula tivesse agido com pulso no caso Waldomiro Diniz, aquele assessor do Zé Dirceu, teria matado pela raiz os casos de corrupção no setor público".

Sobre o cenário para 2010, Simon acredita que Lula reunirá todas as condições para fazer seu sucessor. Sobretudo se contar com a máquina do PT. "O PT está chegando quase à perfeição em usar a máquina do Estado, basta ver o PAC." A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na avaliação do senador, seria um bom nome "se o PT deixasse". Simon insiste na defesa pela candidatura própria do PMDB. Para ele, a população não suporta mais a polarização PT-PSDB. Acredita ainda que o Brasil não vai aceitar "São Paulo ficar 24 anos no poder". Seu candidato? "Quem sabe Aécio. Acho razoável ele ir para o PMDB. Trata- se de um grande nome. Faria a campanha de Aécio, que é neto de Tancredo", revelou. "Só não sei se o Aécio confia no PMDB", ressalvou. Como seu mandato só termina em 2014, Simon não arrisca fazer prognósticos sobre o seu futuro político. "Primeiro quero ver se chego até lá", brincou o senador, que, durante a vida pública, tem contrariado a tese de que, na velhice, o incendiário transforma-se em bombeiro. "Acomodarse é se entregar", justificou Simon.

QUEM ERAM OS AUTÊNTICOS
Grupo de parlamentares do MDB que fazia oposição radical à ditadura

FOTOS: CLÁUDIO VERSIANI/LUCIANO ANDRADE/ROGÉRIO CA


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26/6/2008


 
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