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Brasil  
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Temporão na corda bamba
No governo já se cogita quem será o sucessor do ministro da Saúde, que está desgastado e sem apoio da base aliada e do próprio partido, o PMDB

OCTÁVIO COSTA E RUDOLFO LAGO

"Isso é uma falácia. A história de que se precisa de mais recursos para a Saúde não cola mais", reage o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Para a oposição, o problema na saúde é de gestão: os recursos, que não são poucos, se perdem no caminho, levados pela burocracia e pela corrupção. O problema, para Temporão, é que mesmo no governo há quem concorde com isso. "Não faltam recursos, o que há é um crônico problema de gestão na administração da Saúde. O setor deveria passar por um desmonte seguido de uma ampla reforma", reconheceu à ISTOÉ um ministro, na semana passada, sem esconder a preocupação com o desgaste de seu colega de governo. "A gestão é mesmo o grande desafio da Saúde", também admite Fontana. "Por isso é que a grande resposta é apostar na medicina preventiva", conclui. Resta saber se Lula, a despeito das queixas no PMDB e de outros partidos da base aliada, inclusive o PT, continuará apostando no polêmico Temporão para cumprir essa tarefa.


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25/6/2008


 
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