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CAOS Avenida 23 de Maio, umas das maiores artérias da cidade: congestionamento a qualquer hora |
Na maior cidade do Brasil, a alta do preço do petróleo ainda não está em pauta. Em São Paulo, o caos que parece estar mais próximo do que nunca atende pelo nome de congestionamento. Buscar soluções para que a cidade possa voltar a se mover é a principal preocupação do paulistano. E, segundo o prefeito Gilberto Kassab (DEM), não basta mais apenas apontar para as soluções de longo prazo, como a multiplicação do metrô. A cidade está entupida com uma frota de seis milhões de veículos, que cresce assustadoramente com 1,6 mil novos licenciamentos por dia. Em maio, nada menos que 47 mil novos carros contribuíram para os recordes de congestionamentos, que superaram os 250 quilômetros. Apenas nas marginais Pinheiros e Tietê, principais artérias da metrópole, 1,1 milhão de veículos circulam diariamente, dos quais 240 mil são caminhões. Isso sem contar com uma frota de 650 mil motos. Na manhã da terça-feira 10, em evento do Lide - grupo de líderes empresariais que reúne boa parte do PIB brasileiro, Kassab anunciou duas medidas que serão postas em prática já nos próximos dias.
A primeira visa a limitar o tráfego de caminhões em áreas estratégicas da cidade. Segundo levantamento da prefeitura, 72 caminhões quebram por dia nas ruas da capital, o que contribui significativamente para os engarrafamentos. Pesquisa da FGV junto aos empresários mostra que 32% deles aprovam as medidas (leia quadro abaixo). A segunda medida será a implantação de chips eletrônicos em todos os veículos. Com isso, a prefeitura poderá monitorar os motoristas que desrespeitam as leis de trânsito e tirar de circulação os cerca de 1,5 milhão de veículos irregulares que rodam pela cidade. Kassab também anunciou que a solução do trânsito paulistano passa por investimentos de R$ 1 bilhão a cada quatro anos, para a construção de 60 quilômetros de metrô. Ele pretende que os candidatos ao governo municipal assumam esse compromisso. Se depender dos empresários, a solução pode mesmo vir a funcionar - 67% deles admitem usar o transporte público, se o sistema for capaz de atender às suas necessidades.

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Choque de realidade