ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Medicina & Bem-estar  
Imprimir
 
Eles são adultos e HIPERATIVOS
A medicina começa a descobrir e a tratar os impactos da hiperatividade em pessoas com mais de 18 anos

GREICE RODRIGUES

É por estas razões que a medicina começa a voltar seus esforços para atender melhor esses pacientes. O primeiro passo é aprimorar os métodos de diagnóstico para esse público. "Os critérios ainda não são conhecidos de muitos médicos", afirma a psicóloga Iane Kestelman, presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O resultado da falta de informação é que vários pacientes demoram muito a ter a resposta correta sobre seus sintomas. "Tem gente que passa a vida tratando uma depressão ou ansiedade, quando na verdade o problema de base é o TDAH", explica o médico Paulo Mattos, coordenador do Grupo de Estudos do Déficit de Atenção da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A dificuldade no diagnóstico priva os portadores do tratamento certo, criado a partir das pesquisas mostrando as alterações na química cerebral associadas ao transtorno. "Esses conhecimentos têm ajudado no desenvolvimento de terapias mais eficientes", afirma o neurologista Carlos Nogueira, professor de neurofisiologia clínica da Universidade de Brasília. Hoje, há opções de remédios que regulam a concentração no cérebro de substâncias vinculadas ao TDAH, particularmente a dopamina e a noradrenalina. "Os remédios melhoram os sintomas e a qualidade de vida dessas pessoas", diz o neurologista Mário Louzã, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Outra âncora do tratamento é a psicoterapia. O método ajuda os pacientes a organizar os pensamentos e ensina estratégias para tornar o dia-a-dia menos confuso. Tudo para que o hiperativo consiga se adaptar sem sofrimento à vida adulta.

MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ

Volta por cima

Não é raro o administrador Josef Vainboin, 26 anos, esquecer documentos, mesmo depois de tê-los separado para levar ao trabalho. E ele também precisa controlar as crises de impulsividade. "Se vou fechar um contrato, morro de ansiedade." Para controlar os sintomas, o rapaz usa remédios e tem um "kit-memória" com agendas, despertadores e celular. Os primeiros sinais do TDAH apareceram na infância. "Era desatento e tinha dificuldade de aprendizagem." Mas o diagnóstico de um psiquiatra foi desolador. "Ele disse que eu tinha QI muito baixo e que não concluiria os estudos", conta. Seu pai, Israel, o levou para os EUA. "Lá soubemos o que era o problema. E consegui estudar."


PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2

13/6/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions