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| DILMA Ministra preferida de Lula para sucedê-lo chega ao Alvorada para despacho com o presidente |
Escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorita à sua sucessão em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, está no centro de um novo escândalo, desta vez ainda mais grave do que permitir que dados sigilosos em poder da Casa Civil fossem utilizados para a elaboração de um dossiê com os gastos do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. As novas denúncias contra Dilma extrapolam as disputas político-partidárias e apontam elementos concretos de que a ministra usa o poder político para interferir e facilitar, com mão pesada, bilionários negócios privados, que dependem da aprovação de agências reguladoras. Na semana passada, em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a exdiretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu revelou que foi fortemente pressionada por Dilma e por sua secretáriaexecutiva, Erenice Guerra, para que favorecesse o consórcio formado pelo fundo americano Matlin Patterson e por sócios brasileiros liderados pelo empresário Marco Antônio Audi na compra da Varig e da VarigLog, um negócio de R$ 240 milhões. “Se não houvesse a pressão da Casa Civil, o negócio não teria sido concretizado”, afirma Denise. Mais do que detalhar os bastidores da intromissão indevida da ministra na venda da Varig, a denúncia de Denise joga luz para um estilo muito peculiar de Dilma operar. Onde houve grandes negócios, da petroquímica à telefonia, passando pelo bilionário setor elétrico, Dilma esteve presente. E sempre como um trator.
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| ACUSADORES O empresário Audi e os ex-diretores da Anac Barat (centro) e Lomanto confirmam as denúncias de Denise Abreu (à dir.) contra Dilma |

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