Quinta-feira 5 de junho foi o Dia Mundial do Meio Ambiente. Mas, por aqui, nada a comemorar. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou na segunda-feira 2 que a Amazônia voltou a ser desmatada em ritmo acelerado. No mês de abril, foi derrubada uma área equivalente à da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o Inpe, é como se a cada dez segundos viesse ao chão uma área do tamanho de um campo de futebol. Mato Grosso é o campeão de desmatamento, seguido por Roraima. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, prometeu agir – combatendo o “boi pirata”. “Mais de 80% do desmatamento tem a ver com gado. O mais importante é acabar com a impunidade ambiental. Vamos apreender o boi pirata”, disse ele. Durante a cerimônia do Dia Mundial do Meio Ambiente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também prometeu agir imediatamente. Lula anunciou a criação de duas novas reservas extrativistas, no Pará e no Amazonas. E criticou: “Às vezes acho que a Amazônia é igual àquele vidro de água benta que tem na igreja: todo mundo acha que pode meter o dedo.”
“O mais importante é acabar com a impunidade ambiental Vamos apreender o boi pirata”
Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente
“A Amazônia é igual àquele vidro de água benta que tem na igreja: Todo mundo acha que pode meter o dedo”
Lula, presidente da República
O Inpe também divulgou novos dados sobre a Mata Atlântica. Nada animadores: o bioma está reduzido a 7,26% de sua área original
BOAS E MÁS NOTÍCIAS
O IBGE divulgou na quarta-feira 4 a pesquisa Indicadores do Desenvolvimento Sustentável em que monitora as políticas públicas do País para sustentabilidade. A melhor notícia é a de que o Brasil antecipou as metas internacionais de redução da emissão de gases poluentes. Entre 1995 e 2006, a poluição nos grandes centros urbanos diminuiu ou estacionou, e cresceu o uso de matrizes energéticas renováveis. Por outro lado, mesmo que as taxas tenham reduzido, o Brasil ainda está na lista dos vilões internacionais na emissão de CO2. A causa, mais um vez, é o desmatamento. “Essa atividade responde por mais de 75% das emissões de CO2”, diz o estudo.