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Cultura  
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TELEVISÃO
Quem será a favorita?
Mãe separada da filha volta e briga pelo seu amor: o tema da novela da rede globo é clássico e garantia de sucesso

RENATA CABRAL

Para a experiente Patrícia Pillar, a novela propõe um desafio. “Flora é muito diferente de mim. Nunca fiquei nem do lado de fora de minha casa”, diz. A atriz dá uma dica para quem pretende adivinhar quem está mentindo na trama: “As intenções nunca estão na cara, é bom observar as atitudes antes de julgar.” Claudia Raia vai mais longe. “Tem a ver com a condição humana mudar tudo com uma palavra ou um depoimento.” Apesar de propor aos espectadores o julgamento das duas protagonistas, o autor garante que o veredicto final da trama é somente seu. Com 35 pontos do Ibope registrados em seu capítulo de estréia, a novela ainda tem um longo caminho para convencer a audiência. Mas Carneiro está confiante no sucesso e diz não temer a concorrência: “Acho que temos uma blockbuster nas mãos e um time bem afinado para conduzi-la.” Nesse sentido A favorita usa a tática da equipe de futebol que joga na retranca e quer garantir o resultado.

ALEXANDRE SANT‘ANNA/AG. ISTOÉUm autor novato no horário nobre
Filho e neto único, como se define, o escritor carioca João Emanuel Carneiro, 38 anos, diz que tenta traduzir em suas obras os laços que unem as famílias, tradicionais ou não. Para o autor de A favorita, que dedica 12 horas diárias ao ofício, “quase em estado de transe”, a história do novo folhetim “pede para ser contada”.

ISTOÉ – Qual é o atrativo da trama?
João Emanuel Carneiro
– Discutir o julgamento que fazemos das pessoas, falar sobre a dúvida e a ética. Sobre até que ponto uma pessoa pode ir sem trair seus princípios. Diversos personagens estão nesse limiar.

ISTOÉ – Que importância você dá para a opinião do público?
Carneiro
– Para mim, ela nunca foi decisiva a ponto de mudar o rumo de uma história. Mas é claro que não estou pintando um quadro em minha casa. Tenho diversos caminhos para onde levar a novela. Eles vão depender mais do sentimento de vê-la no ar do que da opinião dos espectadores.

ISTOÉ – Você assinou o roteiro de filmes como Central do Brasil e Deus é brasileiro. Por que trocou o cinema pela tevê?
Carneiro
– Porque a televisão é o lugar onde o escritor de audiovisual é valorizado. No cinema brasileiro, o roteirista nunca consegue contar a história que quer. Só pensaria em voltar para dirigir.

ISTOÉ – Sofreu algum preconceito com a escolha?
Carneiro –
Da mídia, principalmente. O jornalismo é muito “baba ovo” do cinema nacional. Por ser uma arte de elite, é valorizado.

ISTOÉ – Segundo o cineasta Walter Salles, na novela Cobras e lagartos você plagiou um personagem dele. É verdade?
Carneiro –
Este é um trauma recente para mim. Não falo sobre o assunto.

“A OPINIÃO DO PÚBLICO NÃO ME FARÁ MUDAR A NOVELA”

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11/6/2008


 
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