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RIVAIS Claudia Raia e Patrícia Pillar são as estrelas. Mariana Ximenes é o pivô do conflito entre as duas personagens |
De olho no público que anda buscando entretenimento na internet ou na tevê a cabo, a Rede Globo apostou num enredo ao estilo novelão para suceder a Duas caras. E foi buscar inspiração numa época em que esse gênero reinava na preferência dos espectadores. Em cartaz desde a segunda- feira 2, A favorita, novidade do horário das oito, tem poucos personagens e um fio condutor que lembra a trama de Dancin’ days (1978), um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira. O autor João Emanuel Carneiro, que entra agora para a famosa panelinha do horário nobre, composta, entre outros, por Sílvio de Abreu, Gilberto Braga e Manoel Carlos, lançou mão da história clássica da ex-presidiária que busca restaurar sua vida e dignidade, além de reconquistar a filha, criada pela rival. Esse papel, em Dancin’days, era de Sônia Braga; a rival e também irmã era Joana Fomm e a filha disputada foi encarnada por Glória Pires. Agora, as duas protagonistas são Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar), que têm versões distintas para o assassinato do homem dividido por ambas. Flora, mãe de Lara (Mariana Ximenes), levou a pior e passou 18 anos na cadeia acusada do crime.
A favorita se propõe a ser um drama psicológico, puramente ficcional. “A história central é muito forte e os poucos eventos paralelos que existem estão ali apenas para corroborar a principal. Estamos trazendo de volta o gancho de final de capítulo”, diz o diretor Ricardo Waddington, confirmando que o duelo entre as duas protagonistas, embalado pelo tango eletrônico da abertura e tendo a cidade de São Paulo como cenário, promete seguir até o fim. E, mais uma vez, de forma clássica: “Não pretendo inovar nada. Quero contar uma boa história.” Isso não significa que temas polêmicos como a questão racial estejam fora do enredo. Milton Gonçalves, por exemplo, viverá um político corrupto, milionário e chefe de uma família que mais parece uma quadrilha. Sua filha Alícia (Taís Araújo), uma patricinha inconseqüente, aprende logo seus métodos e tenta sujar a reputação do ex-namorado no circuito de jovens ricos de São Paulo, forjando um flagrante dele com o malandro Halley (Cauã Reymond).
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