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Cultura  
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CINEMA
Nobreza indiscreta
O filme A outra retrata um triângulo amoroso na corte inglesa do século XVI e confirma o sucesso de produções que exploram a intimidade dos nobres em diferentes épocas da história

NATÁLIA RANGEL

Tanta fraqueza real, ou paixão – ou as duas coisas juntas – (Henrique VIII teve seis mulheres) abriu uma crise institucional sem precedentes na Inglaterra, forçada a romper relações com o papa já que ele não admitira nem reconhecera a anulação do casamento do rei. Toda essa confusão pessoal e diplomática custou, anos mais tarde, o pescoço da própria Ana Bolena: seu marido a denunciou por traição, incesto e bruxaria e mandou decapitá- la em 1536. O contexto histórico no qual se desenrola todo o imbróglio romântico fica em segundo plano diante das intrigas, incesto, traição e da busca destemperada do rei por parceiras sexuais. Mesmo a caracterização histórica sofre ajustes para criar maior identificação com o público. Um exemplo: o Henrique VIII verdadeiro que se vê em obras de arte era bastante robusto, bem diferente do interpretado pelo atlético Eric Bana.

HISTÓRICA SEXUALIDADE
ROMA
Avaliado em US$ 100 milhões, Roma é o seriado mais caro já produzido para a tevê. Vencedor de dois Emmys, trata-se de uma série histórica que aborda os últimos anos do reinado de Júlio César, a transição da República para o Império após o seu assassinato em 44 a.C. e a tumultuada relação entre Marco Antônio e a princesa egípcia Cleópatra.
THE TUDORS
Ganhador de três prêmios Emmy, a série narra a vida na corte de Henrique VIII (Jonathan Rhys-Meyers), realçando as intrigas palacianas e seus atribulados casamentos. Como pano de fundo, apresenta um painel político da Europa na primeira metade do século XVI, quando França, Espanha e Itália eram as potências mais influentes. A próxima temporada começa a ser exibida no Brasil no segundo semestre.
MARIA ANTONIETA
No filme de Sofia Coppola, a rainha da França Maria Antonieta (Kirsten Dunst), autora da frase “Se não tem pão, que comam brioches” (dita no auge da fome e do caos que se instalaram na França pouco antes da Revolução), é retratada como uma ingênua adolescente. Aos 14 anos, é prometida ao rei Luis XVI e se vê sozinha no decadente e promíscuo mundo da corte francesa do século XVIII.
ALEXANDRE, O GRANDE
Em meio às guerras e conquistas, a superprodução de Oliver Stone (orçamento de US$ 150 milhões) humaniza o poderoso imperador da Macedônia (interpretado por Colin Farrell). A sua conturbada vida pessoal é mostrada por meio de seus relacionamentos com homens e mulheres, como o companheiro Heféstion e a princesa com quem se casou.

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11/6/2008


 
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