ISTOÉ - Independente
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
  COLUNISTAS
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Cultura  
Imprimir
 
CINEMA
Nobreza indiscreta
O filme A outra retrata um triângulo amoroso na corte inglesa do século XVI e confirma o sucesso de produções que exploram a intimidade dos nobres em diferentes épocas da história

NATÁLIA RANGEL

RELAÇÕES PERIGOSAS Maria (Scarlett Johansson), Ana (Natalie Portman) e Henrique VIII (Eric Bana, no detalhe, com Ana): o trio dividiu a Inglaterra

Cleópatra, o clássico drama histórico protagonizado por Elizabeth Taylor e Richard Burton, fez muito barulho no ano de sua estréia (1963) – menos pelo enredo, mais pelo que acontecia nos bastidores. Enquanto o mundo se eletrizava com os sucessivos escândalos envolvendo a incendiária relação amorosa dessa dupla de estrelas (que se separaram de seus respectivos cônjuges e se casaram depois do filme), na tela tudo era muito light e bem-comportado – o máximo de ousadia está na antológica cena em que Elizabeth Taylor se despe e entra numa banheira.

Quase meio século depois a versão de Cleópatra dada pelo diretor brasileiro Júlio Bressane mostra que os tempos mudaram. Agora a personagem, interpretada pela atriz Alessandra Negrini, é um poço de libidinagem com direito até a cena de nu frontal. Devido ao encanto e fascínio que exerce sobre a maioria das pessoas (e estão aí os paparazzi a confirmar isso), a vida privada de personalidades históricas sempre foi ótima matéria-prima para a indústria cinematográfica. Hoje em dia, no entanto, de olho no grande público, os roteiristas estão cada vez mais atentos aos segredos de alcova e à vida sexual dessas figuras proeminentes. A estética comportada e pudica de Hollywood cedeu lugar a enquadramentos mais ousados. Esse é o caso, por exemplo, de Maria Antonieta (Sofia Coppola), que causou polêmica dado o fato e a princesa austríaca ser apresentada na trama como uma espécie de hippie, adepta do amor livre em pleno século XVIII. As traições da adolescente que se torna rainha da França (interpretada por Kirsten Dunst) contribuíram para elevar a temperatura da trama. E é esse mesmo apelo que se vê agora no enredo sobre a vida sexual da monarca retratada no novo filme A outra, de Justin Chadwick, que estréia na sexta-feira 13 em todo o País.

O que estará na tela é a história, a mesma história, que fez imenso sucesso na tevê no seriado The Tudors, desnudando a sensual corte de Henrique VIII, rei da Inglaterra no século XVI. O filme é uma adaptação do best-seller A irmã de Ana Bolena, assinado pela historiadora inglesa Philippa Gregory, e enfoca a sinistra trama criada pela família Bolena, que ambicionava casar uma de suas filhas com o rei. A investida termina por formar um triângulo amoroso com os dois outros vértices ocupados pelas irmãs Ana e Maria Bolena. A escritora mistura fatos reais e detalhes de sua própria imaginação para reconstituir a doce e bondosa Maria (Scarlett Johansson), já que se tem poucos registros históricos a seu respeito. No filme, ela é separada do marido com quem acabara de se casar e entregue aos caprichos de Henrique VIII (Eric Bana), que a engravida e a abandona, trocando-a por sua irmã Ana Bolena (excelente atuação de Natalie Portman). Ana exerce tal poder sobre o rei amante que para entregar- se a ele obriga-o a anular o seu casamento com a nobre espanhola Catarina Aragão e a coroá-la rainha. Ele a obedeceu em tudo.


PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>

11/6/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions