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| VERSÁTIL Rock e rap estão no repertório dos shows |
Quando Joss Stone surgiu na cena musical há cinco anos, ninguém diria que por trás daquela voz potente, insistentemente comparada pela crítica à rainha do soul, Aretha Franklin, estivesse uma menina tímida de apenas 16 anos, loira, branca e moradora de uma cidade do interior da Inglaterra. Mas foi essa bela voz e o repertório de clássicos da música negra americana dos anos 60 e 70 que alçaram a adolescente ao estrelato. "Eu não escolhi cantar soul music, ela já nasceu em mim", diz Joss. De lá para cá, lançou três CDs, ganhou prêmios nos EUA e na Inglaterra e vendeu mais de 7,5 milhões de discos em todo o mundo. Agora, aos 21 anos, completados em abril, Joss chega com sua banda ao Brasil na quinta-feira 12 para cinco apresentações no País
O seu último trabalho, Introducing: Joss Stone, recém-lançado no País, é emblemático do momento que vive a cantora. A começar pela capa que, ao contrário dos tons pastel das anteriores, traz parte do corpo da artista pintada com muitas cores e o cabelo é tingido de preto e pink. Joss realmente solta a voz e afirma uma identidade musical. "Nos outros CDs eu era uma criança, só cantava. E ainda bem, porque se eu tivesse tido autonomia sabe-se lá o que teria saído", diz ela, explicando que os cinco anos de turnês a ajudaram a perder a timidez e a aprender o ofício da música.
O repertório desse álbum mais recente se afasta um pouco do som do passado e incorpora o rap - traz inclusive o rapper Common na faixa Tell me what we gonna do now. Essa abertura para os novos estilos musicais reflete uma conquista da cantora e na sua atitude mais autoral. Joss diz que corre todos os dias atrás da liberdade para criar e trabalhar. "Eu posso pintar o meu cabelo da cor que eu quiser e sair com quem eu quiser, mas no trabalho a questão é: aquele que me paga o salário está de acordo com o que faço? Ele pode me dizer: 'Você não vai gravar essa música. E aí?'", indaga ela, que até agora ouviu mais "sim" do que "não". Animada com a vinda ao Brasil, ela apresentará ao público uma mistura dos seus três CDs e incluirá canções não gravadas, resultado de jam sessions da cantora com os seus músicos. Entre elas um rock'n'roll que incorporou ao repertório depois de ouvir pela primeira vez Gimme shelter, dos Rolling Stones.
SERVIÇO
Rio de Janeiro (Arena Rio 13/6)
São Paulo(Via Funchal, 15 e 16/6,)
Curitiba (tetro Positivo,18/6) e
Porto Alegre (Pepsi on Stage,19/6).
Classificação indicativa: livre.
Artista protagoniza beijo gay no cinema |
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EM AÇÃO A atriz Carolina Quentin e Joss Stone (à dir.) |
A cantora inglesa Joss Stone beija uma garota na boca em sua estréia no cinema. Em Snappers, produzido por um amigo, Joss é uma celebridade que foge dos paparazzi numa cidade da Inglaterra até conhecer uma mulher, interpretada pela atriz Caroline Quentin, com quem troca um demorado beijo na boca. Pouco antes de esse filme vir a público, Joss afirmou, em tom de brincadeira: "Vou virar lésbica. Não namoro há dois anos e o meu último relacionamento terminou mal." Referiase a um ex-namorado que vendeu histórias íntimas do casal para um jornal.
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