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Brasil  
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Confidencial
Por OCTÁVIO COSTA

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABRA escolha de Meirelles
O exemplo do que fez quando decidiu voltar ao Brasil em 2001, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, começa a “contemplar as possibilidades” que se abrirão à sua frente ao deixar o cargo. Nas conversas reservadas, ele diz que uma alternativa seria voltar à iniciativa privada, a outra, a retomada da carreira pública que foi abortada em 1º de janeiro de 2003, quando assumiu o comando da política monetária. Quanto à aposentadoria, nem pensar: ele lembra que seu pai trabalhou até os 93 anos. O certo é que, se optar pela política, Meirelles pedirá desligamento do BC em meados de 2009, para se dedicar integralmente à candidatura ao governo de Goiás em 2010.

Muy amigos
O ministro Geddel Vieira Lima jura que não cortou relações com o governador da Bahia, Jaques Wagner. “Falei com ele ainda hoje”, disse Geddel na quarta-feira 4, descartando o apoio do PMDB ao PT no primeiro turno em Salvador. “Já no segundo turno, espero que o PT nos apóie.”

Oferta de peso
O advogado Caio Rocha enviou cartas a empresas nordestinas oferecendo seus serviços profissionais para solucionar pendências judiciais dos destinatários. Ele é filho do ministro César Asfor Rocha, que assumirá em julho a presidência do Superior Tribunal de Justiça.

Vôo da alegria senador
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) pediu informações ao Palácio do Planalto sobre os custos da viagem a Roma, na qual a primeira-dama, dona Marisa, levou dois filhos, uma nora e um neto. Ele lembrou o caso que envolveu a sogra do governador do Ceará, Cid Gomes.

Na Justiça
Líderes da oposição ameaçam acionar o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). É que a licitação da folha de pagamentos deu exclusividade dos empréstimos consignados ao Banco do Brasil e à Caixa. Com isso, ficam de fora 18 bancos privados.

Troca oportuna
O Grupo Neoenergia, controlador das distribuidoras de energia Celpe (PE), Coelba (BA) e Cosern (RN), fechou uma parceria com o Banco do Brasil para financiar a troca de geladeiras. O povo nordestino está sorrindo de orelha a orelha. E deve retribuir com votos aos candidatos do governo na eleição municipal.

TOMA-LÁ-DÁ-CÁ
COM
MARISA SERRANO, presidente da CPI dos Cartões Corporativos

ISTOÉ – Por que a CPI dos Cartões fracassou?
Marisa –
Não acredito que tenha fracassado. Deu alguns resultados na organização e na transparência dos cartões. Podíamos ter ido além.

ISTOÉ – A sra. queria indiciar a ministra Dilma?
Marisa –
Acho que a CPI tinha de indiciar a mentora do crime. Houve um dossiê, portanto a ministra Dilma não disse a verdade na CPI.

ISTOÉ – Isso não desmoraliza o Congresso?
Marisa –
Não demos um bom exemplo ao País, ao não aprofundar a investigação. O governo montou uma CPI com os quadros mais fiéis.


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11/6/2008


 
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