TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM YEDA CRUSIUS, governadora do Rio Grande do Sul
ISTOÉ - Como consegue governar o Rio Grande do Sul?
Yeda - A crise política é pior que a crise econômica. A crise econômica, eu nunca escondi que havia. E crise econômica, a gente sempre resolve.
ISTOÉ - O que é mais grave na crise política?
Yeda - Fomos muito mal com a Assembléia. Rompemos com o DEM a tal ponto que não posso passar o governo para o meu vice.
ISTOÉ - E como resolver?
Yeda - A partir de projetos que são fundamentais para tirar o Estado da crise e que, negociados, ninguém na Assembléia pode ficar contra.
Saúde em dia
O vice-presidente José Alencar está feliz. O último exame a que se submeteu para verificar o tratamento contra o câncer que tinha no intestino constatou a situação zerada. Alencar submeteu-se a um tratamento em que a região do tumor é queimada por uma sonda à temperatura de 100 graus. Alencar, porém, precisa tomar cuidado. Seu câncer é de um tipo reincidente. O que mais surpreende os médicos é sua atitude com relação à doença. O vice-presidente fará novos exames em meados de junho.
Déjà vu
Continua a polêmica em torno do filme Se nada mais der certo, de José Belmonte, que recebeu do Ministério da Cultura incentivo de R$ 1 milhão e exibe assaltantes com máscaras dos ex-presidentes Sarney, Collor e Fernando Henrique. Mas há quem diga que Belmonte se inspirou no filme americano Caçadores de Emoção, de 1991, em que Patrick Swayze lidera uma gangue de surfistas assaltantes que usam máscaras de Lyndon Jonhson, Richard Nixon, Jimmy Carter e Ronald Reagan.
Dano irreparável
Secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo chorou quando seu nome foi incluído pela Polícia Federal no diagrama dos envolvidos com a quadrilha da Gautama. Suas filhas não queriam ir à escola. Ao fim e ao cabo, ele não foi denunciado pelo Ministério Público, na representação ao STJ. O MP não encontrou elementos para incriminá-lo. Isso encerra as suspeitas sobre sua conduta, mas Rodrigo lamenta os estragos provocados em sua imagem.
Curto-circuito
O ministro Edison Lobão anda descrente com as chances de as usinas hidrelétricas do rio Madeira entrarem em funcionamento em 2012. Pressiona o governo de Rondônia a liberar a construção da linha de interligação Jauru- Samuel, para garantir, ao menos, energia nos canteiros de obras à beira do Madeira.
Fim de linha
Salvatore Cacciola contratou o melhor advogado de Mônaco e está fazendo de tudo para postergar sua extradição para o Brasil. Mas o Ministério da Justiça confia que o Tribunal Supremo do Principado não vai receber o recurso, até porque não há precedente na história do país.
Perdoado
Primeiro prefeito da história do PT em 1982, Gilson Menezes deve ser indicado para vice da chapa petista que disputará a Prefeitura de Diadema. Amigo de Lula, chegou a romper com ele em 2004, quando se acorrentou à entrada do Planalto para cobrar a pensão de anistiado.
RÁPIDAS
-O Palácio do Planalto está insatisfeito com os números apresentados pela Caixa e os debita na conta da atual presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho. Desde que Fernanda assumiu, as iniciativas da Caixa perderam força.
-Começou uma campanha institucional de prestação de contas do governo. É totalmente regionalizada e destaca vários eixos de atuação, como programas sociais e o PAC. Serão investidos R$ 40 milhões.
-As conversas ainda são preliminares. Mas França e Brasil negociam uma associação para operar juntos uma usina de enriquecimento de urânio, a partir do mineral que é extraído aqui.
-Na cerimônia de posse do ministro Carlos Minc, o presidente Lula voltou a fazer carga contra a imprensa, negando que teria se desgastado com Marina Silva. Até quando o presidente vai confundir o mensageiro com a mensagem?
RETRATO FALADO
Desligado do Ipea num episódio com tintas de expurgo ideológico, o economista Fábio Giambiagi está lançando o livro Brasil globalizado, que coordenou com Octávio de Barros, diretor do Bradesco. Plural, traz artigos de FHC e também do presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Para Giambiagi, o atual ciclo de crescimento pode ter vindo para ficar, mas falta realizar reformas, como a da Previdência.
"O Brasil ganhou na loteria. Resta saber como usaremos o dinheiro"
Colaboraram: Hugo Marques, Rudolfo Lago e Sérgio Pardellas
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