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Paulo Maluf conta sua história
Livro de um dos políticos mais controvertidos do País descreve a sua participação no regime militar, revela bastidores da prisão por 40 dias e fala de sua intimidade

Por MÁRIO SIMAS FILHO - Fotos Claudio Gatti

CARROS VELOZES
Em diversas passagens do livro o deputado cita os carros da família e assegura que a sua paixão por automóveis velozes e luxuosos vem desde a infância, quando era levado à Eucatex em reluzentes Lincoln Continental. Lembra também das inúmeras vezes em que acompanhou a mãe para fazer compras e que nessas ocasiões saía da garagem um possante Rolls- Royce. Quando tirou a carteira de motorista, aos 18 anos, Maluf ganhou seu primeiro carro: um Jaguar vermelho. O deputado, hoje com 76 anos, continua um amante dos carros e da velocidade. Sempre que possível pilota seu Porsche em autódromos e não costuma fazer feio.

O livro que será lançado na segunda- feira 16 de junho pela Ediouro narra a versão de Maluf para os fatos recentes que marcam a história do País. Pode-se acreditar ou não nessas versões, mas o certo é que Paulo Maluf continua a ser um político amado e odiado.

ORGULHO Maluf mora na mesma casa há mais de 40 anos e reúne a família todos os domingos


Na quarta-feira 28, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) estava eufórico. No almoço, recebeu 87 deputados e o ministro de Coordenação Política, José Múcio, em seu apartamento de Brasília para uma feijoada. Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, e o líder do PT, deputado Henrique Fontana. “Esse almoço mostra que o fato de ter sido preso não abalou meu prestígio, não é?”, disse Maluf à ISTOÉ minutos depois do almoço, quando falou sobre o livro que conta a sua versão da história recente do País.

ISTOÉ – Como surgiu a idéia do livro?
Paulo Maluf – Em 13 de maio completei 41 anos de vida pública. Muitos tentaram brecar minha carreira, mas enxerguei o futuro em ações como a exploração do petróleo e acabei processado por isso. Chegou a hora de contar a minha versão para os fatos.

“Se ser preso é um galardão de ex-presidente, ainda tenho chances”

ISTOÉ – O livro não é uma peça para uma futura campanha eleitoral?
Maluf
– Pode ajudar. Mas não pensei nisso. Decidi escrever antes mesmo de definir que serei candidato a prefeito.

ISTOÉ – Mesmo depois de ser preso e com vários processos, o sr. vai mesmo enfrentar nova campanha eleitoral?
Maluf
– Fui vítima de muitas injustiças e se a prisão tivesse relevância política o presidente da Câmara não estaria almoçando em minha casa. Washington Luiz terminou seu governo e foi preso e deportado. Getúlio seria preso se não tivesse se suicidado. Juscelino foi preso e o presidente Lula também foi preso. Se ser preso é um galardão de ex-presidente, ainda tenho chances. Só falta colocar a faixa presidencial.

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4/6/2008


 
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