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Quando o idioma vira negócio da China
Alunos apostam no aprendizado de novos idiomas para se destacar no mercado de trabalho - a língua chinesa é uma das mais procuradas

CLEIBY TREVISAN/AG. ISTOÉ
Mapa do sucesso Fabiane apostou no idioma mandarim para se destacar no mercado de trabalho. É sempre vital aprender outras línguas

De olho no futuro, o universitário Gabriel Pesso, 19 anos, resolveu investir no estudo de um idioma que assusta muita gente: o chinês. Há quatro anos, motivado pelo avô, que via na China um país promissor, ele se dedica ao aprendizado do mandarim, como também é chamada a língua oficial chinesa.

Gabriel está no 1º ano da Faculdade de Engenharia Civil, na Escola Politécnica da USP, e acredita que conhecer o idioma o deixa à frente dos 60 colegas de sala de aula na corrida pelo primeiro emprego. E não pára por aí. Empolgado com o crescimento da Índia, ele não descarta a idéia de aprender o hindu.

O estudante, que já fala fluentemente o inglês e o espanhol (línguas imprescindíveis e praticamente básicas no mercado de trabalho, além do português, é claro), mas quer enveredar por novos idiomas, está agindo corretamente rumo ao sucesso profissional na área de sua preferência. Segundo Sofia Esteves, que é presidente da empresa de recrutamento Cia de Talentos, há alguns anos o idioma inglês não é considerado mais um diferencial, e sim fundamental para os jovens profissionais. "As empresas, na sua maioria, também preferem que os candidatos tenham um terceiro idioma, como o espanhol, mas também pode ser o alemão. Nesses casos, depende do foco internacional da empresa ou de sua origem", diz ela, autora do livro Virando gente grande - como orientar jovens em início de carreira. Sofia, consultora em recursos humanos, acredita também que os jovens interessados em seguir carreira em empresas internacionais ou nacionais com atuação global podem encontrar no mandarim uma opção interessante.

CLEIBY TREVISAN/AG. ISTOÉ
Pequim em São Paulo Liang Yan ensina o idioma mandarim a estudantes

Graças ao crescimento do dragão asiático, a chinesa Liang Yan ri à toa. Há 17 anos, trocou a populosa Pequim por São Paulo e viu a sua escola de idioma, inaugurada em 2000, virar um verdadeiro negócio da China. No começo do Chinbra - Centro de Língua e Cultura Chinesa, cerca de 40 alunos freqüentavam as aulas. Nos últimos dois anos, a procura pelo curso foi tão grande que Liang abriu filial em São Paulo. Atualmente a sua escola contabiliza 400 alunos e a maioria deles é estudante e universitário sem ascendência chinesa. Recém-formada em comércio exterior, Fabiane Araújo, 23 anos, apostou no mandarim para se destacar no mercado de trabalho. Deu certo. Há seis meses ela atua no setor de importação e exportação de uma empresa em São Paulo. Seu mandarim faz sucesso.


28/5/2008


 
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