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| A GRANDE AULA Um dos principais objetivos do ensino é estimular o conceito de que progresso pessoal e profissional ocorre ao longo da vida |
Se muitas vezes os alunos reclamam da falta de aulas práticas e pedem mais dinamismo dos professores, os educadores também encontram problemas críticos nos recém-chegados ao ensino superior. A redação e a falta de compreensão de texto, por exemplo, são citadas como as principais vilãs dos estudantes. “Essa dificuldade não é de hoje, mas parece que ao longo do tempo os jovens têm perdido a noção da língua portuguesa”, diz o professor Ariovaldo Folino Jr., pró-reitor de campus da Uninove, instituição privada com mais de 70 mil matriculados.
A falta de preparo dos calouros é ainda mais evidente nos alunos que saíram da rede pública de ensino. É o que garante o veterinário e professor universitário Paulo Henrique Bertazzo. “Grande parte dos universitários lê pouco, busca o conhecimento somente na internet e raramente faz leitura de livros. Além disso, o conhecimento da língua inglesa também é muito precário.” A percepção do docente condiz com o último levantamento realizado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp). O ensino médio na rede pública, em São Paulo, tirou nota 1,4, na escala de 0 a 10. A meta das escolas é atingir nota 5 até 2030. Mesmo com o despreparo de muitos jovens, os educadores esperam que os estudantes adotem cada vez mais a universidade como um lugar para a constante busca do conhecimento. Quem não se sentiu acolhido no ensino médio poderá ter a oportunidade de se tornar um novo filho da universidade que escolher.