Outra revelação indiscreta refere-se à soprano Maria Callas: quando ela subiu ao palco pela última vez em 1965 para fazer a sua monumental interpretação da Tosca, de Giacomo Puccini, estava profundamente triste, pois acabara de ser abandonada pelo armador grego Aristóteles Onassis (ele a deixou para se casar com Jacqueline Kennedy). Fica-se sabendo também que o pianista Vladimir Horowitz, que além de gênio foi um grande vendedor de discos, “era maníaco depressivo e desajeitadamente gay. Uma síntese do pianista maluco: usava gravata- borboleta, comia apenas peixe cozido e só dava concerto às 16h30”. Também para o poderoso maestro austríaco Herbert von Karajan (1908-1989), único regente a atingir a marca dos 200 milhões de discos vendidos no mundo (um pop star da música clássica), o autor reserva o seu veneno. E o destila. Karajan é descrito como um maestro com excelente visão de mercado e um estilo personalista e autoritário, temperamento que teria lhe rendido o apelido de Adolf Hitler dos eruditos. Musicalmente, na opinião de Lebrecht, teve o dom de uniformizar toda orquestra que conduziu, fazendo com que produzissem “o mesmo barulho” e não importando o tema que tocassem. O crítico desafina o maestro: “O seu concerto Alla Rustica, de Vivaldi, soa bucólico como o motor de uma Mercedes”.
| TRÊS TENORES Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti tiveram um sucesso fugaz |
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