Decidida a investir no sonho de ser modelo, aos 19 anos foi morar sozinha na cidade gaúcha de Encantado. Concluiu um curso de cosmetologia e conseguiu um emprego numa clínica de estética. “Cheguei a trabalhar das 6 h às 23 h, com apenas uma hora para o almoço”, lembra. Com o salário na clínica, conseguiu fazer o seu primeiro book. As fotos foram publicadas no site de relacionamentos Orkut, no álbum dela. Natália nem sequer tinha um agente e, a apenas dois dias para o fim das inscrições do concurso de Miss Rio Grande do Sul, Evandro Herz, preparador de misses, a localizou entre os muitos perfis de modelos no site. “Fiquei impressionado com uma beleza tão natural e tipicamente brasileira. Percebi uma luz diferente nela”, afirma Herz, que, com 20 anos de profissão e um olho clínico para talentos, já preparou seis misses nacionais e recebe álbuns de mais de cinco mil meninas por ano.
Mas o sucesso também tem seu preço, no caso, a distância da família. Logo após o concurso, ela se mudou para um apartamento na zona sul do Rio de Janeiro e tem apenas um fim de semana livre por mês para encontrar a família e o namorado gaúcho. “Apesar da distância, estamos sempre juntinhas no coração”, diz sua mãe, Silvana Maria, que mora na mesma cidade onde tudo começou. “Sei que agora sou um exemplo para muitas meninas pobres do interior, uma prova de que os sonhos podem virar realidade”, diz a bela gaúcha que, apesar do glamour, ainda sonha em se formar em medicina e comprar uma casa confortável no vasto gramado verde da zona rural onde nasceu.

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