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Esperança com células-tronco
O servidor público Joffre Barretos é um dos participantes do estudo que investiga a segurança do implante de células-tronco no Brasil. Ele teve um AVC há cinco meses e quatro dias depois foi submetido ao procedimento, no Rio de Janeiro. “Estou bem. Voltei a andar e a falar”, conta |
Muito trabalho tem sido feito também para aperfeiçoar a assistência na hora em que o acidente está ocorrendo. Nesse momento, a luta é contra o tempo. Quanto mais rápido o paciente for atendido, menores as chances de seqüelas graves. Afinal, a extensão dos circuitos cerebrais lesados está diretamente relacionada à quantidade de habilidades atingidas. Hoje há a certeza de que o socorro deve ser feito de preferência até três horas após o início dos sintomas, podendo se estender até seis horas depois, no máximo. “Nesse período, os remédios para dissolver os coágulos podem ser ministrados com bom resultado”, explica o neurologista Fernando Morgadinho, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Alguns estudos sugerem, porém, que pelo menos um medicamento apresenta benefícios mesmo após essa janela de tempo. É a minociclina. Segundo uma pesquisa recém- divulgada do Medical College of Georgia School of Medicine, o antibiótico atenuou seqüelas até três dias depois do AVC.
Uma medida fundamental para o sucesso do atendimento é a realização de exames de imagem apurados. Eles fornecem dados sobre a localização e a extensão dos danos. Nessa área, a novidade é um ultra-som em 3D criado pela Duke University, nos EUA. O diferencial do aparelho, que está em teste, é sua capacidade de obter imagens muito claras das artérias cerebrais. Identificada a posição do entupimento, no caso do tipo isquêmico, os médicos recorrem a cateteres que “buscam” os coágulos dentro da artéria. Quando se trata de acidente hemorrágico, utilizam-se drogas para conter o sangramento e, em alguns casos, cirurgia. “Mas isso ainda é controverso e há poucas indicações precisas”, informa o neurologia Eduardo Mutarelli, do Hospital SírioLibanês, de São Paulo. Os médicos também estão testando a técnica de resfriamento. Ao baixar a temperatura corporal para 32 graus, em geral, pretende-se diminuir a atividade das células que geram coágulos. Mas cientistas australianos e chineses querem dar umpasso adiante. Eles testarão uma espécie de capacete de resfriamento direto no cérebro.
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Passado o período crítico, o empenho é pela reabilitação. E também nessa etapa muito se avançou. O primeiro progresso foi registrado na própria maneira de encarar a recuperação de habilidades prejudicadas. A abordagem mais moderna prevê um estímulo forte para devolver ao paciente capacidades especialmente importantes para ele. Se o indivíduo for um pianista, a atenção é dobrada no movimento das mãos. Trata-se de uma espécie de ovo de Colombo da neurologia. Ao priorizar as preferências, é mais fácil para os médicos reativar os circuitos neuronais freqüentemente exigidos antes do AVC ou forçar a criação de outros com as células nervosas não atingidas. “Estimulamos a reabilitação a partir da rede de neurônios que mais funciona naquele momento. É um método baseado no que o paciente gosta”, explica a neurocientista Lúcia Braga, presidente da Rede Sarah, considerada uma das melhores do mundo nessa área de pesquisas.
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A opção pela dança
A atriz Estela Lapponi (na foto, à direita) convive há dez anos com as conseqüências de um AVC. Tem dificuldade para movimentar a mão, o braço e a perna esquerdos. No Danceability, criado por Neca Zarvos, aprendeu a se sentir mais à vontade com o corpo. “Aceitei as limitações e achei formas de trabalhar com elas de modo criativo”, relata |
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