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O que dizem os sonhos
Como a psicologia, a neurociência e as religiões analisam as mensagens que vêm à tona durante o sono e por que interpretá-las corretamente é fundamental para melhorar a sua vida

CLAUDIA JORDÃO E JONAS FURTADO

Passagens de sonhos são recorrentes nas escrituras sagradas. Na Bíblia, os profetas José e Daniel receberam de Deus o dom de desvendá-los. O primeiro interpretava as visões do rei do Egito e o segundo traduzia os relatos de Nabucodonosor. O texto sagrado reúne mais de 700 citações de sonhos e visões. Numa das mais famosas, São José é avisado pelo anjo Gabriel que Maria carrega no ventre uma criança divina. “Na Bíblia, o sonho não deixa de ser uma ferramenta literária, uma maneira que se encontrou para transmitir uma mensagem”, afirma o biblista cônego Celso Pedro da Silva. O professor de teologia da PUC Rafael Rodrigues prefere dar outra explicação. “Esses relatos bíblicos têm como marca fundamental revelar a palavra de Deus por meio da profecia”, diz. Grande parte do conteúdo do Corão, livro sagrado do Islã, foi revelada ao profeta Maomé em sonho. E nos Vedas dos hindus há relatos oníricos favoráveis e desfavoráveis.

Independentemente da crença, é durante a fase de alta atividade neural do sono (chamada de REM, rapid eye movement) que as revoluções oníricas acontecem. De importância comprovada para o fortalecimento da memória, os sonhos começam a ter seu papel reconhecido também na reestruturação dela, de forma a gerar novos comportamentos. Ou seja: sonhar estimula a criatividade. “Durante o sono de ondas lentas, não há sonhos, apenas pensamentos no escuro. Quando aumenta a atividade neural e as memórias começam a interagir, é como se acendesse a luz do projetor e começasse a sessão de cinema”, compara Ribeiro. O melhor de tudo é que os filmes em cartaz são sempre para lá de especiais: eles foram produzidos e estrelados por você.


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16/5/2008


 
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