| Físico investidor |
| Igor Kazakos estreou na Bolsa aos 16 anos, administrando junto com os pais os investimentos da família. Ainda menor de idade, o “Grego” , como é conhecido, administrou uma carteira de US$ 500 mil. Mas somente aos 18 anos começou a investir o próprio dinheiro. A primeira aplicação foi de R$ 350. Aos 24, já havia acumulado R$ 350 mil, sem nunca ter tido um emprego. Igor se formou em física pela USP e sua renda vinha justamente da administração dos investimentos em ações para colegas e professores. “Administrava R$ 1,5 milhão de 13 pessoas”, conta. Por alguns anos, foi monitor de alunos na USP e a comissão que ganhava por aplicar o dinheiro de amigos representava 90% da sua renda. Ele gosta mesmo é do mercado de opções, a operação mais arriscada da Bolsa. Recentemente, conseguiu seu primeiro emprego: analista e gestor de um fundo multimercado. O trabalho é apenas o primeiro passo para um alvo maior. “Meu objetivo é chegar a R$ 1 bilhão e comprar um banco”, diz. |
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Junto com o marido, Marco Falcone, ela investe na Bolsa desde 2000. Durante esse tempo, o casal conseguiu acumular um patrimônio superior a R$ 1 milhão, sendo R$ 400 mil só em ações. Eles contaram sua história no livro Como chegar ao seu primeiro milhão (Campus- Elsevier/R$ 41,50). O que não falta é literatura sobre o assunto. Não apenas nas livrarias, mas também na internet, nos sites da Bovespa, das instituições financeiras e das entidades ligadas ao mercado de capitais, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Anbid. A leitura, de acordo com o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, é o ponto inicial para uma boa jornada na Bolsa. “O investidor tem que buscar orientação. Primeiro na leitura, depois com um especialista”, recomenda.
Decisão tomada, o próximo passo é procurar uma corretora. Pode ser ligada ao seu banco ou independente. Em sua conta, será depositado o dinheiro tanto da compra quanto da venda das ações. Os títulos comprados em seu nome ficam guardados em agentes de custódia (como bancos) ou na Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), entidade ligada à Bovespa. Como as ações são virtuais, a guarda é eletrônica. Toda transação na Bovespa tem a garantia da CBLC de que o vendedor irá receber o dinheiro e o comprador, a ação negociada. Depois, é preciso ter paciência e sangue-frio.
| Nadando em dinheiro |
| Campeão de pólo aquático, o paulista Daniel Mamede sempre aconselhou os companheiros de piscina a investirem na Bolsa. Ele começou com R$ 2 mil, há oito anos, e hoje dispõe de R$ 80 mil, mesmo depois de usar parte dos ganhos na compra de um terreno. “Acredito no Brasil e invisto na Bolsa por isso”, diz. Ele tomou gosto a ponto de trabalhar em uma corretora. |
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A Bolsa é uma onda que sobe e desce e, para conseguir ganhos, a primeira regra é jamais vender seus papéis nos piores momentos, quando estiverem em baixa. Esse foi um dos erros cometidos pelo casal Falcone e Tesima. Em 2005, com a gripe aviária, suas ações da Perdigão só despencaram. “Caíram tanto que pensamos que ninguém fosse voltar a comer frango no mundo”, diz Falcone, bemhumorado. Decidiram se desfazer do papel. Se o tivessem mantido, teriam obtido 46% de valorização. No entanto, existem ações que são verdadeiros “micos”. São aquelas que você comprou na baixa e que nunca subiram. “Não se case com o papel. Se está dando prejuízo, parta para outro”, aconselha a investidora Laura Ferreira, 73 anos, que comprou sua primeira ação em 1971.

Muitos novatos acreditam que podem ganhar mais comprando e vendendo ações no curto prazo. Pode até ser, mas o risco de perdas também é muito alto. A maioria dos investidores bem-sucedidos prefere manter carteiras de longo prazo. Warren Buffett, o homem mais rico do mundo e notório investidor americano, costuma dizer que “o melhor prazo para se investir em uma ação é para sempre”. O brasileiro Lirio Parisotto, dono da Videolar, é um que escolhe bem e tem paciência para esperar os melhores resultados. Nos últimos 11 anos, ele investiu cerca de R$ 180 milhões em ações. De milionário, passou a bilionário operando na Bolsa. Entre perdas e ganhos, acumulou uma carteira de R$ 1,6 bilhão (leia quadro). Agora, planeja abrir seu fundo pessoal de investimentos para outros investidores, em parceria com a corretora Geração Futuro. “Estamos negociando”, diz.
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