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Medicina & Bem-estar  
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Sob o domínio da TPM
Pesquisa revela que o índice de tensão pré-menstrual entre as brasileiras é o mais alto do mundo, mostrando que elas enfrentam aqui uma imensa pressão após suas novas conquistas sociais

Por GREICE RODRIGUES E ADRIANA PRADO

As novidades não se limitam à criação de medicamentos. Os especialistas sabem que fatores externos, como o stress, o sedentarismo e a má alimentação, pesam para a gravidade dos sintomas. Por isso, eles têm estimulado a adoção de práticas que combatam esses problemas. Um dos alvos é aumentar a adesão à atividade física. “O exercício regular é ótimo. Há a liberação de endorfinas, substâncias que diminuem a incidência e intensidade dos sintomas”, explica o fisiologista Paulo Zogaib, professor da Universidade Federal de São Paulo.

Os especialistas também são unânimes em afirmar que os cuidados podem começar pelo prato. Isso porque a relação entre os alimentos e a TPM é mais forte do que se imagina. “A alimentação influencia no desencadeamento dos desequilíbrios hormonais que resultam na TPM”, diz a nutricionista Daniela Jobst, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Por isso, quem padece com a síndrome deve evitar a ingestão de açúcar, gordura e álcool, além de minimizar o consumo de sal.

A verdade é que, por ser tão complexa, a TPM exige um tratamento multiprofissional. Nos serviços mais modernos de atendimento, hoje há o envolvimento de ginecologistas, nutricionistas, professores de educação física e de psicólogos. Estes últimos têm a função de ajudar as mulheres a lidar melhor com as reações emocionais associadas à síndrome. Mas, cada vez mais, eles também estão sendo exigidos para dar suporte aos parceiros das pacientes. Afinal, não é nada fácil estar ao lado de alguém capaz de explodir simplesmente porque o volume da tevê está ligeiramente elevado, por exemplo. Por isso, os companheiros querem entender o que ocorre para que possam conviver de forma mais harmoniosa. “Cerca de 15% das pacientes que me procuram vêm trazidas pelos maridos, preocupados com as oscilações de humor”, diz a ginecologista Mara Diegoli. Movimento semelhante observa o psiquiatra Joel Rennó: “Essa iniciativa é importante porque facilita o diálogo e ajuda a reduzir o stress no ambiente familiar.” O apoio e a compreensão do homem são decisivos para que os dias de fúria, para ele e para ela, fiquem no passado.

KARIME XAVIER/AG. ISTOÉ
Confusão em casa
Na casa da executiva Helaine Souza Galan, a família é que mais sofre com as crises: “Brigo com as crianças e com o meu marido por qualquer coisa. A paciência fica no limite.” A saída encontrada pelo marido, Rogério, e a filha mais velha, Carol, 14 anos, foi ignorar a irritação da executiva. “Eles sabem que estou na TPM e me deixam falando sozinha”, diz ela.

Paz no trabalho
Só na matriz da empresa, em São Paulo, elas são 124. Por lá, as queixas não são muito freqüentes – todas tentam trabalhar de forma harmoniosa e algumas recorrem a remédios contra a TPM . “Mas ouvimos casos de irritação com os parceiros”, diz Edna Polito (a primeira da foto), diretora da agência de comunicação In Press Porter Novelli.

MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
Livre do nervosismo
A vendedora autônoma Vanessa Freiman se livrou do tormento da TPM. Mãe de dois filhos, sofreu durante anos com irritação e nervosismo extremos antes de menstruar. Há sete meses, ela toma um novo medicamento para aliviar os sintomas. “A irritação e a ansiedade estão controladas. A vida sem TPM é outra coisa”, comemora.
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2/5/2008


 
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