Outra iniciativa da Interpol é incentivar a mudança da legislação para tornar automática a prisão de criminosos incluídos na Difusão Vermelha. Projeto de lei neste sentido tramita no Senado. Atualmente, cinco grandes criminosos internacionais estão sendo monitorados pela Interpol no Brasil. A legislação brasileira não permite que a ordem de prisão que consta na Difusão Vermelha tenha validade. Vários países, como Argentina e Colômbia, prendem o bandido somente por constar na Difusão. Aqui, mesmo que o nome do criminoso internacional esteja na lista da Interpol, é necessário um mandado de prisão expedido pelo STF. “A prisão será imediata assim que o projeto virar lei”, diz o senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia. “A difusão servirá para decretar a prisão”. Se o projeto for aprovado, bastará uma mensagem pelo sistema Interpol I-24/7 (que significa Interpol 24 horas por dia, sete dias por semana) para a prisão imediata do procurado.
Além de buscar foragidos da Justiça, a Interpol ajuda as polícias dos países a investigar terrorismo, tráfico de seres humanos, corrupção, tráfico de drogas e crimes financeiros. Este ano, a Interpol no Brasil fez operações internacionais conjuntas com os escritórios da Suíça e de Israel. Nestas duas operações foram presas 50 pessoas envolvidas com uma rede de pedofilia. Em outra operação foi presa uma quadrilha internacional de contrabando de partes de recifes de coral, utilizadas na ornamentação aquática. A Interpol pretende apertar o cerco a estrangeiros que tenham cometido crimes no Brasil, mas retornaram ao país de origem. Por esse critério, estão na Difusão Vermelha o iraniano Kia Joorabchian, presidente da MSI, empresa ex-parceira do Corínthians, e o russo Boris Berezovsky, um dos principais investidores da empresa. São acusados de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro.
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