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O outro deputado citado pela PF é o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). A polícia tem um vídeo que mostra Moura entrando no gabinete de Alves na Câmara, portando uma mochila. "Isso beira o ridículo. Quantas pessoas passam na liderança e no gabinete. Não tenho nada com isso", disse Alves. Paulinho também negou qualquer participação no esquema. "Não vou falar sobre o que eu não sei", afirmou.
A divulgação da investigação causou revolta no Parlamento e foi censurada inclusive pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que acusou a PF de "fazer arapongagem" nas dependências do Legislativo e cobrou explicações do Ministério da Justiça. Na terça-feira 29, o líder do PMDB manteve um áspero diálogo com o ministro Tarso Genro:
- Ministro, que diabo é isso, que maluquice é essa?, questionou o deputado.
- Você não é investigado nesse inquérito, respondeu Genro.
- Mas como, ministro? Eu estou na primeira página do jornal, reclamou o deputado.
- Pois é, isso vazou, mostra a fragilidade do inquérito. Eu te autorizo a dizer que você não está sendo investigado, disse Genro.
- Está bom, ministro, mas quem tem que dizer isso é o senhor, retrucou o deputado.

Publicamente, o ministro se viu obrigado a dizer que também o deputado Paulinho da Força não está sob investigação. Não poderia ter dito outra coisa. Realmente, a PF ignorou o fato de que os parlamentares têm fórum privilegiado e que, para serem investigados é preciso haver autorização do STF. Na semana passada, o ministro determinou o afastamento do superintendente da Polícia Federal em São Paulo, delegado Jáber Saad, tio de um dos responsáveis pela Operação Santa Teresa. Mas, enquanto aguarda um parecer do STF, a Polícia Federal trata de investigar as relações dos demais envolvidos principalmente com Paulinho e com o PDT. Todos os já citados participam do esquema no BNDES a partir da Força Sindical, dominada pelo PDT. Pelo menos dois dos envolvidos são diretamente ligados ao deputado Paulinho: Moura é seu ex-assessor e Tosto é seu advogado e um dos financiadores das campanhas políticas do PDT, inclusive no Rio de Janeiro. "Temos a informação de que parte do dinheiro desviado dos financiamentos do BNDES seria usada para montar a Força Sindical no Rio", diz um dos agentes que trabalham na investigação.
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