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A medicina e o berimbau
Por TATIANA DE MELLO

HAROLDO ABRANTES/AG. A. TARDE
ABSURDO Dantas atribuiu as notas ruins dos estudantes de medicina da UFBA (à dir.) ao “baixo Q.I. do baiano”

Muitos cursos de medicina vão mal no Brasil. O coordenador de um deles é uma questão de calamidade pública. Há no País 175 faculdades de medicina, 103 foram avaliadas pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O Ministério da Educação supervisionará 17 faculdades que obtiveram baixo desempenho no exame. A deterioração do ensino deve-se à proliferação de cursos sem professores preparados para a função e sem campo adequado de estágio. Já a calamidade pública em questão ocupa o cargo de coordenador na Universidade Federal da Bahia: Antônio Dantas. Ele declarou que a culpa de a sua instituição ter tirado nível dois no Enade (na escala de um a cinco) é o baixo Q.I. dos estudantes. E completou: “O baiano toca berimbau porque só tem uma corda. Se tivesse mais cordas, não conseguiria.” O reitor da UFBA, Naomar de Almeida Filho, disse na quartafeira 30 que pedirá o afastamento do coordenador. Ele classificou as declarações como “insensibilidade cultural e ignorância antropológica”.


2/5/2008


 
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