ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Editorial  
Imprimir
 
Ataque ao consumo da baixa renda

Ataque ao consumo da baixa renda consumo da baixa renda é o grande avalista da retomada econômica. E, curiosamente, sobre ele estão se abatendo as principais medidas de restrição monetária do governo. Curiosamente porque o próprio presidente Lula disse inúmeras vezes que quer focar suas prioridades políticas na melhoria do poder aquisitivo dos “menos favorecidos”, permitindo assim a esperada redistribuição de renda. Na prática, o Banco Central parece querer fazer o SHUTTERSTOCKcontrário. O aumento do juro Selic, por exemplo, rapidamente começou a se refletir sobre as demais taxas de crédito disponíveis no mercado. A taxa ao consumidor já cresce a um ritmo maior que a Selic. A do cheque especial pulou de 138,1% para 146% ao ano, de dezembro para fevereiro. Juros no comércio foram de um patamar acumulado de 101,9% ao ano para 102,36%. E assim acontece sucessivamente no CDC dos bancos, na taxa do cartão de crédito, nos empréstimos pessoais e nas linhas de financeiras. A camada da população brasileira que descobriu o maravilhoso mundo das compras recentemente já está pagando o pato – e a conta. E vai pagar mais. Como? Via aumento da carestia. A movimentação de retomada inflacionária tem sido causada basicamente pela alta nos preços de alimentos. Comida, todos sabem, é o item que mais pesa no bolso dos mais pobres – gente que ganha até três salários mínimos. Para eles, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas, 40% do orçamento familiar é consumido com alimentos. Em dois anos esse percentual disparou por conta do custo maior da comida. Nas duas pontas do processo econômico, o consumidor de baixa renda vem perdendo. O BC diz que aumenta os juros justamente para barrar a alta da inflação, mas de um jeito ou de outro são os novos compradores que estão sendo penalizados. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, alerta que o juro alto vai comprometer a expansão econômica. Na equação direta, mais juro encarece o crédito, reduz a demanda por financiamentos e, logo em seguida, freia o consumo, que inibe a produção. É a cadeia negativa que põe para trás todo o País.

 

CARLOS JOSÉ MARQUES,
DIRETOR EDITORIAL


23/4/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions



>