A R T E
PRECIOSA LIQUIDAÇÃO

Uma valiosa coleção de arte e antigüidades está à venda no Rio. Vale tanto pelas peças quanto pela notoriedade da dona, a socialite Lilly Marinho, viúva de Roberto Marinho. Ressalte-se que o conjunto não inclui obras da ainda mais seletiva pinacoteca do falecido jornalista. Mas não fica muito a dever. Só de Portinari (acima) são quatro óleos. Do paisagista Facchinetti, dois, além de muitos outros pintores, mobiliário e prataria. Até as leiloeiras Sotheby’s e Christie’s disputam o negócio, fadado a muita divulgação na mídia. Amigo de dona Lilly, o ex-adido francês Romaric Büel agencia o negócio, estimado em mais de R$ 15 mil
A N I S T I A
CADÊ O MEU?

Diante das indenizações milionárias que antigos clientes seus vêm recebendo, como Ziraldo, o advogado Técio Lins e Silva, que defendeu perseguidos políticos nos anos 70, acha que chegou a hora de chover 10% em sua horta. “Eu não cobrei nada, porque eram todos duros”, brinca. “Mas, agora, a realidade mudou.” Se os honorários vierem, Lins e Silva os doará a um fundo de ajuda a advogados carentes recém-formados.
I M A G E M
“A OUTRA”

O bárbaro assassinato da menina Isabella reaqueceu velhos preconceitos da população. Para enfrentar o que a atinge, a Associação Nacional das Madrastas resolveu lançar a camiseta 100% Madrasta. “Precisamos tirar da cabeça das pessoas a associação automática entre madrasta e coisa ruim”, diz Roberta Palermo, presidente da entidade. “Afinal, mães também matam.”
D I L M A S
NÃO SE BEIJAM
Foi azeda, na quarta-feira 16, a discussão entre Dilma Rousseff e a secretária de Energia de São Paulo, Dilma Pena. No Planalto, diante de seus chefes, as homônimas senhoras ensaiaram um bate-boca. Com a simpatia de sempre, a Dilma federal cobrou da Dilma estadual atrasos em obras paulistas do PAC. E foi asperamente contestada. Lula esfriou o confronto, dispondo-se a pagar um almoço à visitante e “forçou” José Serra a repetir o gesto em relação à chefe da Casa Civil. Conhecido mão-de-vaca, o governador paulista, na certa, preferia a briga.
C A C C I O L A
SOL QUADRADO
O Ministério da Justiça já decidiu onde Salvatore Cacciola ficará, caso seja deportado para o Brasil. O exbanqueiro dividirá uma cela na carceragem do Ponto Zero, em Benfica, zona norte do Rio. A idéia é mantê-lo o mais próximo possível das varas federais (5ª e 6ª) responsáveis por seus processos.
A R M A S
VIA POSTAL
A entrega de armas de fogo no Brasil, quem diria, já está sendo feita pelos Correios, via Sedex. O Exército baixou norma, autorizando a novidade. Antes, só empresas especializadas e com escolta realizavam o serviço. Prejudicadas, estas reclamam que a novidade foi fruto de lobby dos fabricantes, de olho nos custos e no “conforto do consumidor”. Não é à toa que os carteiros estão reivindicando adicional de periculosidade nos seus ganhos.
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