Agressão em São Luís
Quando ia almoçar na terça-feira 8, Lourival Bogéa, diretor do Jornal Pequeno, de São Luís do Maranhão, foi agredido pelo ex-senador Chiquinho Scórcio, do caso de arapongagem contra adversários do senador Renan Calheiros. Lourival deu queixa na polícia, que chamou Scórcio para depor. Ele desacatou o delegado e foi conduzido à força. O grupo Sarney, a quem Chiquinho é ligado, tentou transformar o agressor em vítima. Chiquinho é acusado de “produzir” provas no processo movido para cassar o mandato do governador Jackson Lago, por suposto crime eleitoral.
Disputa apimentada
O
PT vai realizar prévia para escolher seu candidato à Prefeitura de Salvador. O deputado federal Nelson Pelegrino seria a indicação natural, mas concorrem com ele o ex-deputado Walter Pinheiro e o secretário de Promoção da Igualdade Racial, Luiz Alberto.
Mar de papel
Já chegaram mais de 500 caixas de documentos à CPI dos Cartões Corporativos. A previsão é que sejam mais de mil caixas, mas o governo não quis enviar os dados em meio magnético. Marisa Serrano, presidente da CPI, não desanima. Vai mergulhar na papelada e ver o que ela contém.
Fogo amigo
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Banco do Brasil está na mira do deputado Chico Leite (PT-DF). Ele entrou na Justiça porque o banco não prorrogou a validade do concurso que fez em 2006, desprezando o cadastro-reserva com 1,8 mil classificados. O Ministério Público do Trabalho vai investigar.
Trem-bala na agulha
Até o fim do ano, será realizada a licitação que escolherá a empresa que vai construir o trem de alta velocidade que cobrirá o trecho Campinas (Viracopos)/São Paulo/Rio de Janeiro. A italiana Impregilo, que havia tornado público um projeto audacioso, mas de preço abusivo, ficará de fora. Mas não faltam interessados. Além de japoneses e coreanos, a americana GE entrou no páreo. Será exigida a transferência de tecnologia.
Briga de foice
Esquentou o debate em torno da reforma do Sistema S. Os dirigentes da CNI não se conformam com o projeto de lei do governo. Preferem fazer um ajuste regimental. O ministro Fernando Haddad, por outro lado, quer porque quer uma lei. A CNI argumenta que o sistema, no ano passado, formou em cursos gratuitos 60 mil técnicos. O MEC afirma que os R$ 8 bilhões arrecadados dariam para formar, pelo menos, 1,5 milhão de alunos da rede pública.
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O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) diz que a discussão em torno dos royalties do petróleo mudou de patamar após a descoberta do campo de Tupi. Agora, não há mais justificativa para que um município tenha direito a receber royalties só por estar no litoral. Ele diz que há discriminação entre os próprios municípios do Rio. Suas declarações provocaram forte reação do governador Sérgio Cabral. |
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““Há um descompasso nos critérios de repartição dos royalties de petróleo” ” |
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R Á P I D A S |
| • O namoro continua: o governador Aécio Neves convidou o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, para participar da festa de 21 de abril em Ouro Preto. Temer será condecorado com a Medalha Inconfidência Mineira. |
| • Por falar em Aécio, ele diz que jamais cogitou de lançar o nome de sua irmã Andréa para a Prefeitura de Belo Horizonte. E lembra que tal candidatura é vedada pelo Artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal. |
| • Reeleito, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero, deverá visitar o Brasil ainda este ano. Zapatero vai retribuir duas visitas que o presidente Lula fez à Espanha em seu primeiro governo. |
| • A Caixa está zangada com Roger Agnelli, da Vale. Ele sugeriu que o MST esquecesse a Vale e batesse na porta do banco. Dito e feito: na semana passada, militantes do MST invadiram a sede da Caixa em Brasília. |
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