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Brasil  
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Confidencial
Por OCTÁVIO COSTA
Colaboraram: Hugo Marques, Mino Pedrosa, Rudolfo Lago e Sérgio Pardellas


Steinbruch pede socorro
Disposta a remover pedras no caminho do PAC, a Casa Civil mantém de prontidão um grupo de técnicos da AGU, da Fazenda e do Ibama. Sua missão é eliminar impasses judiciais, fiscais e ambientais que criem dificuldades para os projetos. Na semana passada, o grupo foi acionado a pedido de Benjamin Steinbruch, dono da CSN, que quer investir na ferrovia Transnordestina, com financiamento do BNDES. Ele não conseguiu tirar uma certidão negativa de débito, por causa de pequena dívida. O que impedia seu acesso a fontes oficiais de crédito. A força-tarefa já está em campo para facilitar a vida de Steinbruch.

Desfeita à Índia
Em visita ao Brasil, a presidente da Índia, Pratibha Patil, foi homenageada em sessões separadas no Senado e na Câmara. Ambas desertas. A idéia era realizar sessão conjunta, para aumentar o quórum. Mas o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, foi contra e, pela desfeita, entrou na lista negra da diplomacia.

O FMI social
O ministro Guido Mantega voltou dos EUA impressionado com as mudanças no FMI, presidido pelo socialista Strauss-Kahn. O Brasil passou a ser tratado como estrela de primeira grandeza. E os temas do Fundo agora são o combate à fome, o clima e o desenvolvimento. Por último, vêm as finanças públicas.

Beija-mão
O ministro das Minas e Energia, Édison Lobão, nunca recebeu tanta visita de colegas parlamentares. O motivo: ele anunciou que a Eletrobrás pagará os dividendos atrasados de R$ 7 bilhões este ano. A medida credencia a empresa a participar da Bolsa de Nova York, o que deve valorizar suas ações.

Sorte de Kassab
Tudo indicava que o PMDB iria apoiar a candidatura de Marta Suplicy. Havia também um namorico com Alckmin. Mas, na semana passada, o favorito do PMDB paulista era o prefeito Gilberto Kassab.

Pernas para o ar
O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, voltou a bater na tecla da redução da jornada semanal de trabalho de 44 horas para 40 horas. A seu ver, o crescimento da economia já permite esse avanço. Pochmann foi bem mais radical em passado recente: defendia apenas três dias de trabalho semanal.

TOMA-LÁ-DÁ-CÁ
COM
CEZAR BRITTO, presidente nacional da OAB

EUGENIO NOVAESISTOÉ – Como vê o novo veto do STJ à lista da OAB?
Britto –
A competência para fazer a lista é da OAB e dela não abrimos mão. Cabe ao tribunal escolher dentre os indicados pela Ordem.

ISTOÉ – O STJ diz que a OAB indicou nomes sem qualificação.
Britto –
A OAB não fez lista para agradar aos magistrados. O Judiciário é maior que os magistrados.

ISTOÉ – O impasse pode durar muito tempo?
Britto –
Espero que não. Enquanto não é elaborada a lista da OAB, os nomes do MPF e da Magistratura não podem ser escolhidos.


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23/4/2008


 
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