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Medicina & Bem-estar  
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A terapia do sal
Spas americanos criam salas cobertas com o nutriente. E prometem ajudar contra problemas que vão de úlcera a alergias

CILENE PEREIRA

RELAX No Galos Caves, clientes descansam ao som de ondas do mar

Imagine entrar em uma sala totalmente recoberta de sal, sentar-se em uma poltrona confortável, em alguns casos ouvir um som parecido com o barulho do mar e permanecer assim, relaxado, por cerca de 45 minutos. Esta é a proposta dos spas de sal, uma novidade que começa a seduzir mais e mais pessoas nos Estados Unidos. Os locais são inspirados em um grande centro de tratamento construído em uma antiga mina de sal da Cracóvia, na Polônia. Tanto é que os dois spas do gênero que mais estão fazendo sucesso em território americano estão em Chicago, onde existe uma forte presença de imigrantes poloneses.

O apelo dos tais spas é forte. Segundo os responsáveis, o sal presente nas caves promove uma série de benefícios à saúde física e mental. E a lista é longa. Ele teria ação antiinflamatória, fortaleceria o sistema de defesa do corpo, ajudaria no tratamento de doenças respiratórias – entre elas asma e sinusite –, de pele, úlceras, alergias e até contribuiria para melhorar a evolução de enfermidades cardíacas. Além disso, de acordo com as empresas, a terapia do sal também seria extremamente relaxante.

CALMA Uma das opções na sala do Megi’s Spa são as massagens

Um dos spas é o Galos Caves, localizado em Chicago. O centro foi construído com cerca de 20 toneladas de sal levadas do Mar Negro. Lá, as sessões duram cerca de 45 minutos. Neste período, as salas são aquecidas para que o sal evapore. De acordo com os responsáveis, o fenômeno permite que o ingrediente penetre na pele e provoque os tais efeitos benéficos. A aspiração do ar repleto de sal também possibilitaria a inalação de elementos como o ferro, o selênio e o magnésio, todos minerais associados à boa saúde.

Nas sessões de relaxamento, as luzes são apagadas e uma música suave, imitando o barulho das ondas, é colocada para os clientes. O outro centro se chama Megi’s Spa Salt Cave, e também fica em Chicago. As salas foram recobertas com 35 toneladas de sal. Tudo foi pensado para que o local ficasse o mais parecido possível com a mina polonesa. As paredes e o teto, por exemplo, foram modeladas de forma que de fato lembrassem as minas.

No Brasil, não há nada parecido. Além disso, por aqui a proposta é vista com muito ceticismo. “O que eles prometem não tem nenhum respaldo científico. Dizer que há efeito medicinal do sal por absorção cutânea, por exemplo, é hilário”, afirma o médico Cláudio Barbosa, da Clínica Spa Lapinha, do Paraná.


23/4/2008


 
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