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Convívio organizado
Com algumas estratégias e muito amor, o casal Magdala e Cláudio Pereira Duarte, do Rio de Janeiro, criou os sete filhos, cujas idades vão dos 26 aos 12 anos. Quando eram pequenos, havia apenas uma televisão em casa para estimulá-los a entrar em consenso. E quando o jantar passou a ficar tumultuado, cada um foi incumbido de trazer um fato interessante, para a mesa e motivar uma discussão. “Eles aprenderam a dividir o que têm”, acredita a mãe. |
Dependendo do momento que você está atravessando nas suas relações com pais, filhos e cônjuges, você irá gostar mais ou menos dessa idéia, mas a medicina já se rendeu completamente a ela: a sua família está no centro da sua saúde e tem função determinante no seu bem-estar físico e mental a longo prazo. Na última década, esse aspecto da convivência entre pais, maridos e esposas, irmãos e outros parentes instalou-se no âmago das preocupações de cientistas e obteve financiamentos mais generosos para demonstrar como e por que o que se passa entre quatro paredes tem o poder de condicionar as respostas do organismo. O resultado desse investimento está transformando a maneira de encarar a vida em família.
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Apoio a toda hora
Na família de Wendy Pires (dançando com o marido, José Augusto), de São Paulo, tudo é motivo para se reunir. Aniversários, finais de semana, lá estão eles, juntos. Na opinião de Wendy, essa convivência ajuda a todos a lidar melhor com os problemas, com o stress do dia-a-dia. “Sabemos que podemos contar com a ajuda do outro. Nos sentimos mais fortalecidos”, diz. |
Dezenas de estudos recentes têm trazido à tona informações consistentes para assegurar que os laços familiares não são importantes apenas na formação de hábitos saudáveis, como gostar de frutas e legumes ou praticar alguma atividade física, mas também em muitas outras facetas da vida jamais imaginadas. Eles interferem, por exemplo, nos riscos que se corre no trânsito, na idade em que têm início as alterações hormonais da puberdade, na tendência à automedicação, na facilidade para perder ou ganhar peso e até na vulnerabilidade ao câncer. A visão revelada pela ciência do papel das ligações familiares sobre a saúde é fascinante. “A boa saúde começa cedo na vida, na infância, influenciada pelo ambiente familiar. E a saúde mais precária também começa dessa maneira”, diz a cientista Rena Repetti, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
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