ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Reportagens  
Imprimir
 
Ciro Gomes, a próxima cartada
Por RUDOLFO LAGO



O fantasma do 3º mandato
Vice-presidente defende nova reeleição

É uma estratégia admitida pelos assessores políticos do presidente Lula no Palácio do Planalto: o presidente federaliza as eleições municipais. Ele está envolvido diretamente na formação de chapas para as principais eleições, como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. A idéia é fortalecer o discurso de que votar nos partidos que apóiam Lula é votar em Lula. O resultado disso é uma conformação plebiscitária às eleições de outubro. Ou se está com ele, ou se está contra ele. É nesse quadro que se ressuscita o fantasma do terceiro mandato para o presidente. Um dos mais íntimos amigos de Lula, o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP) resolveu na semana passada dar um passo além na sua idéia de conceder ao presidente a possibilidade de mais quatro anos de governo. Devanir anunciou que vai apresentar nas próximas semanas uma emenda constitucional permitindo o terceiro mandato.

A idéia é referendar essa possibilidade em um plebiscito, conferindo um formato pseudodemocrático, de que a manutenção de Lula no poder é uma vontade popular. Nega-se uma ação orquestrada, mas, ao mesmo tempo que Devanir anunciava a sua emenda na quarta-feira 2, o vice-presidente da República, José Alencar, defendia publicamente a proposta. Em entrevista à ISTOÉ, ele usou um argumento empresarial: diz que, numa empresa, quando o presidente vai bem, os acionistas o mantêm. A analogia, porém, é capenga: ao contrário do que também acontece numa empresa, se um presidente não está agradando, seu mandato não pode ser abreviado. ISTOÉ - O sr. defende um terceiro mandato para Lula? Alencar - Eu sou oriundo do setor privado. Lá, quando um profissional vai bem na administração da empresa, ele é sempre reeleito como presidente pelos acionistas. Ora, os acionistas dessa empresa chamada Brasil são o povo. ISTOÉ - A sua declaração faz parte de alguma articulação? Alencar - Não foi nada combinado. Eu estava dando a minha opinião. E eu sou apenas um voto. Mas eu acho que é o que o povo quer. E, se for o que o povo quer, isso é democracia.

 

PÁGINAS :: << Anterior | 1 | 2

9/4/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions



>