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ESPECIAL
A morte inaceitável de Isabella
Na história da menina que queria ser bailarina, a mãe se desentendia com o ex-marido por causa da pensão, ele dependia da ajuda financeira do pai e a madrasta tem um passado de agressões na própria família


Carta de Alexandre Nardoni

“Eu, como pai de três filhos, posso dizer sem dúvida uma coisa: que a Isabella é o maior tesouro da minha vida. Tenho outros filhos meninos, mas a minha menininha era a princesa da casa…
… Quando me dei conta que tinha perdido minha Isabella, senti naquele momento que meu mundo acabou. Não sei como caminhar…
… Todos estão me julgando sem ao menos me conhecer. Não faria isso com ninguém, muito menos com minha filha. Amo a Isabella incondicionalmente e prometi a ela, em frente ao seu caixão, que, enquanto vivo, não sossego enquanto não encontrar esse monstro. Tiraram a vida da minha princesa de uma maneira trágica e não me permitem sentir falta dela, pois me condenam por algo que não fiz…
… Quero a minha filha bem, em paz, e tenho plena certeza, e consciência tranqüila do meu amor, amor que tenho por ela. Pois por mais que me julguem, só eu e minha filhinha sabemos a dor que estamos sentindo. E o mais importante é que ‘Isa’ sabe o pai que fui para ela …
… Nós não tínhamos feito nenhuma declaração ainda porque acreditávamos que o caso seria solucionado. Nós não somos os culpados, e ainda encontrarão o culpado…
… Só que nos acusam e queremos mostrar o que realmente estamos sentindo. A verdade sempre prevalecerá.”

Carta de Anna Carolina Jatobá
… “Sei que a palavra madrasta pesa ao ouvido dos outros, mas para ‘Isa’ sei que eu era a Tia Carol. Amo ela como amo aos meus filhos. Eu tenho minha consciência tranqüila do carinho com que sempre a tratei…
… Eu, Alexandre e minha sogra fizemos o quarto dela como ela sempre sonhou. Compramos o baú da Hello Kitty. Ela adorava as princesas da Disney e compramos um abajur. Mas, acima de tudo isso, o carinho era o que mais contava. Então, o que tenho a dizer, é que Isabella era tudo para todos nós e tenho fé que encontraremos quem fez essa crueldade com nossa pequena. Não tínhamos dado nenhuma declaração, pois acreditávamos que o caso seria solucionado. Somos inocentes e a verdade sempre prevalecerá.”


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9/4/2008


 
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