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À VENDA A casa que comprou para a família está anunciada por R$ 180 mil |
“A realidade ninguém sabe ainda”, reconhece Andréia, que anunciou estar escrevendo sua biografia. “Só depois de vender entrevistas para a Europa e os Estados Unidos, vou falar com a imprensa brasileira.” Enquanto isso, no melhor estilo celebridades, ela faz aparições-relâmpago em shoppings de sua cidade natal, Vila Velha, ou na vizinha Vitória, capital do Espírito Santo. Colocou à venda por R$ 180 mil o sobrado que ajudou a comprar para a família, no bairro Jardim São Paulo, em Vila Velha, e começou a procurar uma casa para comprar mais perto da praia, de preferência no bairro Gaivotas. O apartamento em Manhattan continua em seu nome no Registro de Imóveis de Nova York, mas está praticamente perdido, pois quando foi presa Andréia devia US$ 850 mil de seu financiamento ao banco, o Emigrant Savings Bank. No último dia 11 de março, a juíza Eileen A. Rakower nomeou um contador para reavaliar a dívida de Andréia com o banco e levar o imóvel a leilão.
Ainda resta à antiga “Million Dollar Baby” um apartamento em Ipanema, comprado nos tempos de fartura financeira. Filha da costureira Elza e do agricultor Elieser Schwartz, Andréia tinha três anos e uma irmã mais nova, Marléia, hoje radicada em Londres, quando os pais se separaram. Durante 13 anos, morou com o pai e a irmã. Depois, com as avós. Adolescente, vendia roupas e produtos da Avon. Casou-se pela primeira vez aos 17 anos, com Vilson, garçom numa pizzaria de Vila Velha que visitou na semana passada, com o filho de ambos, Tiago, 14 anos. O garoto não tinha dois anos quando Andréia decidiu deixá-lo com o pai e tentar melhorar de vida no Rio de Janeiro. Logo, estava ajudando financeiramente toda a família, ao trabalhar, dizia, numa concessionária de automóveis. Fazia freqüentes viagens à Europa, onde morou com o italiano Marcello Fontana. Depois, foi para a Inglaterra e, em seguida, para os Estados Unidos. Tinha apenas 23 anos quando chegou a Manhattan. Para pagar as contas, trabalhou como dançarina do FlashDancers Gentlemen’s Club & International Cabaret, um clube de strip-tease popular entre as Ruas 52 e 53, na Broadway.
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| FALSO MARIDO Ela se casou com Forrest Cannon só para obter o green card em 2002. Hoje, ele mora em Hong Kong |
Depois do ataque de 11 de setembro de 2001, o cerco aos imigrantes fez Andréia procurar um marido de fachada. Casou-se com o analista financeiro americano Forrest Cannon, três anos mais novo, em setembro de 2002. Cannon chegou a visitar a família de Andréia no Brasil para que, ao tentar tirar o green card, eles tivessem fotos do romance para mostrar. Mas o falso casal não chegou a dividir o mesmo teto. Naquele ano, Andréia já morava sozinha no número 151 da Rua 17, no Chelsea, num apartamento de US$ 500 mil que estava comprando com o dinheiro de seus programas. Tudo o que a capixaba conseguiu com o casamento de fachada foi um green card provisório, que acabou anulado quando ela foi presa. Em fevereiro de 2006, Andréia negociou o apartamento do Chelsea para comprar o de US$ 1,2 milhão, que deve perder definitivamente em breve. Cannon trabalhava no banco Credit Suisse antes de mudar-se para Hong Kong, em setembro de 2005, onde trabalha no Kim Eng Securities.
Mas ela está disposta a recomeçar tudo de novo. Fala até em abrir uma empresa de importação e exportação. “Para vender commodities, açúcar.” De imediato, pretende explorar a própria imagem nua, com o apoio da mãe, que intermedia as negociações com pelo menos duas publicações. “Antes de posar nua, ela vai tomar um banho de loja. Não dá para aparecer assim, maltratada”, diz Elza. A garota de programa Kristen, o verdadeiro pivô do escândalo que derrubou o governador de Nova York, já recebeu uma proposta de US$ 1 milhão para sair como veio ao mundo na revista Hustler. Andréia ainda negocia seu cachê.
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