Polêmica à vista
O ministro da Educação, Fernando Haddad, entregou ao presidente Lula o projeto de reforma educacional do Sistema “S” (Senai, Sesi e Senac). Controlado pelas federações patronais, como Fiesp e Fierj, o sistema movimenta cerca de R$ 8 bilhões todos os anos, a partir de contribuições pagas pela sociedade. Mas ninguém tem a menor idéia de como essa dinheirama é aplicada. O projeto de Haddad parte da premissa de que o dinheiro público deve financiar educação gratuita e universal. “Trata-se de uma ação com a envergadura de outro Fundeb ou duas vezes e meia o ProUni”, disse o ministro Haddad, ao presidente Lula.
Linha ocupada
Na tarde da quinta-feira 13, após a audiência com Condoleezza Rice, o presidente Lula conseguiu finalmente cumprimentar o premiê José Luis Rodríguez Zapatero pela reeleição. O telefonema foi protocolar. Durou cinco minutos e não se falou sobre os maus-tratos aos brasileiros na Espanha.
A nova aliança
Orestes Quércia propôs ao PT apoiar Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, desde que o partido dispute apenas uma das duas vagas para o Senado em 2010. Isso aumentaria a chance de Quércia se eleger na outra vaga.

Paz na fronteira
Um delegado com cargo de chefia na PF garante que os militantes das Farc não estão invadindo o território brasileiro. Quando entram no País, é para fazer compras. Os guerrilheiros preferem atravessar a fronteira do Equador e da Venezuela, onde o idioma não os denuncia.
Acabou em pizza
Marqueteiro do presidente Lula, o baiano João Santana aprendeu na campanha a transformar grandes escândalos em pizza. Com essa experiência profissional, montou agora a melhor pizzaria da Bahia, freqüentada pelos políticos e por seu guru, Duda Mendonça.
Chamem o autor
PT e PSDB travam uma disputa no Rio Grande do Sul em torno da apuração de uma fraude que teria desviado R$ 40 milhões dos cofres do Departamento Estadual de Trânsito em cinco anos, através da terceirização superfaturada de serviços. Ninguém quer assumir a paternidade do desvio.
TOMA-LÁ-DÁ-CÁ COM MARIA DA PENHA, símbolo da luta das mulheres contra a violência doméstica
ISTOÉ – O que representa a indenização de R$ 60 mil depois de 20 anos?
Penha – Um reconhecimento muito grande de que o Estado foi o violador dos direitos humanos.
ISTOÉ – A lei que leva seu nome diminuiu a violência contra as mulheres?
Penha – Sim. O Brasil era negligente em relação a isso. As delegacias da mulher funcionavam precariamente.
ISTOÉ – O que a sra. vai fazer com o dinheiro?
Penha – Eu vou quitar minha casa. Mas não vou recuperar minha saúde. É uma indenização mais moral que financeira.
Dor que não passa
Apesar da fama de inflexível, a ministra Dilma Rousseff não consegue conter a emoção quando relembra os tempos da ditadura militar. Na semana passada, em solenidade no Senado, ficou com a voz embargada ao homenagear Terezinha Zerbini, líder do movimento pela anistia dos anos 70. Em dezembro, também foi às lágrimas numa cerimônia em memória do companheiro da VAR-Palmares, Chael Charles Schreier, morto sob tortura em 1969.
Caso de polícia
O presidente federal da OAB, Cézar Britto, está preocupado com o rumo que tomou a disputa pela OAB do Distrito Federal. Primeiro, o ex-vicepresidente da entidade Thompson Flores foi envolvido num esquema de fraude nos exames da Ordem. Agora, o mesmo Thompson acusa os advogados Luiz Sabóia, Guilherme Castelo Branco e Ulysses Borges de estimularem pessoas a fazer delações premiadas com o propósito de incriminá-lo.
Convidado ilustre
O ministro Mangabeira Unger acompanha a eleição americana com atenção redobrada. E torce pelo senador democrata Barack Obama, seu ex-aluno em Harvard. Segundo Unger, Obama tem muito interesse por notícias sobre o Brasil, que ele considera um parceiro fundamental na condução dos assuntos na América Latina. O ministro já convidou o senador a visitar o País. Obama animou-se, mas, envolvido nas primárias, aguarda um melhor momento para realizar a viagem.
PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>