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Editorial  
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Corrupcão nas obras da Gautama
Novos documentos da polícia federal mostram que o governador de alagoas, Teotônio Vilela Filho, teria recebido r$ 150 mil de zuleido veras e confirmam a participação do governador Jackson lago (ma) no esquema descoberto pela operação navalha

Por HUGO MARQUES

Sobre as atividades da Gautama no Maranhão, a PF produziu dois diagramas. Um de 2007, que envolve o governador, e outro de 2006, que compromete o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB). Nas escutas feitas pela PF, Zuleido já fazia menção ao Citroën de R$ 110,3 mil que a quadrilha teria dado ao governador. Os agentes da PF fotografaram o Citroën na vaga destinada a Tavares no prédio que ele mora, em Brasília, e levantaram todos os documentos sobre a aquisição do veículo. Segundo a PF, o carro está associado ao contrato do Programa de Perenização de Travessias no Maranhão. Nos telefonemas, Zuleido comenta sobre o Citroën dado ao governador duas semanas após a liberação irregular de dinheiro de medição de obras no Estado para a Gautama.

BAHIA

Coordenador da campanha presidencial de Geraldo Alckmin em 2006, o prefeito de Camaçari (BA), Luiz Carlos Caetano, eleito numa dobradinha do PT com o PSDB, de acordo com a Polícia Federal, recebeu benesses de Zuleido para liberar dinheiro para a Gautama. Trata-se de um contrato de R$ 11,5 milhões, repassados pelo Ministério das Cidades, para urbanização de assentamentos precários no Vale do rio Camaçari. A novidade no diagrama entregue à Procuradoria da República é a inclusão do nome do secretário-executivo do Ministério das Cidades, Rodrigo Figueiredo, segundo homem na hierarquia da Pasta no esquema de Zuleido. Segundo a PF, o “direcionamento” do dinheiro foi possível graças à influência do lobista da Gautama, Flávio Luiz Candelot, junto ao Ministério e ao superintendente Nacional de Produto de Repasses da CEF, Flávio José Pin. A CEF em Salvador recusou o plano de trabalho da Gautama para o projeto em Camaçari, mas o plano foi refeito e Candelot avisou que “resolveria o problema no Ministério das Cidades”. A PF grampeou o telefone do secretário-executivo numa conversa com Candelot. Em julho de 2006, eles comentam sobre documentos de obras em Camaçari (BA), Macapá (AM), São João do Meriti (RJ) e Manaus (AM). “Vou correr atrás”, promete Figueiredo. Candelot pergunta se Geddel Vieira Lima, atual ministro da Integração Nacional, já telefonou. O secretário responde que não. Candelot foi diretor do Departamento de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Presidência, na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Nas escutas telefônicas, os integrantes da quadrilha de Zuleido demonstram que conseguem ordens de serviço no governo do PT com data retroativa. Entre os mimos distribuídos por Zuleido à quadrilha estão passeios de barco e camarotes do Carnaval de Salvador.

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5/3/2008


 
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