ISTOÉ - Independente
 
   
  EDIÇÃO ATUAL
  EDIÇÕES ANTERIORES
  ESPECIAIS
   
   
  CAPA
  REPORTAGENS
  CIÊNCIA & TECNOLOGIA
  BRASIL
  COMPORTAMENTO
  MEDICINA & BEM ESTAR
  MEIO AMBIENTE
  ECONOMIA E NEGÓCIOS
  CULTURA
   
   
  EDITORIAL
  ENTREVISTA
  A SEMANA
  GENTE
  EM CARTAZ
  OPINIÃO & IDÉIAS
  SEU BOLSO
  BASTIDORES
   
   
  FALE CONOSCO
  EXPEDIENTE
  ANUNCIE
  ASSINE ISTOÉ
  LOJA 3
   
   
 



Economia & Negócios  
Imprimir
 
Novo gás da Petrobras
Empresa anuncia descoberta de jazida. A festa não foi maior porque há um Bush no meio do caminho

JOICE TAVARES

MARCELO SAYÃO/EFE/ARCHIVO
BACIA DE SANTOS A jazida Júpiter entrará em fase de produção até 2014

A penas dois meses após a localização do campo de Tupi, a maior reserva de petróleo do País, a Petrobras veio a público com mais uma boa notícia. Na segunda-feira 21 a empresa anunciou a descoberta de uma grande jazida de gás natural na Bacia de Santos. Esse novo reservatório está a cerca de 5,1 mil metros de profundidade e suas dimensões são similares às de Tupi - 1,2 quilômetro quadrado de área e capacidade estimada entre cinco e oito bilhões de barris. Além de sua importância econômica, a nova jazida, batizada de Júpiter, também traz fôlego ao meio ambiente. O gás natural gera grande quantidade de energia, economiza vapor ou eletricidade para aquecimento, exige menos investimento em armazenamento e é ótima alternativa para diminuir a emissão de poluentes.

Tudo seria festa, e somente festa para Júpiter (entrará em produção até 2014), não houvesse uma pedra no meio do caminho. O novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está certo em comemorar: "o campo de Júpiter irá ajudar o País a conquistar independência absoluta nesse setor", uma vez que atualmente se importa da Bolívia a maior parte do gás que aqui se consome. Numa perversa ironia, no entanto, veio a tal pedra atravancar as comemorações - ironia da qual o Brasil é vítima e a política econômica do presidente americano George W. Bush é algoz. A notícia da descoberta chegou em meio à crise do mercado financeiro e às fortes oscilações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há tempos que a Petrobras é uma das grandes estrelas da bolsa, acumulando ganhos a seus investidores. Pois bem, justamente quando ela, Petrobras, vem com boa descoberta, suas ações estão flutuando e o mercado olha ressabiado o que virá pela frente. Mesmo com a crise, no entanto, a jazida impulsionou a Bovespa a fechar o seu pregão na terça-feira 22 com alta de 4,45%.

Quem também se beneficiou com o anúncio da nova jazida de gás e a leve (mas nesse momento vital) reação da bolsa foi a Companhia Vale do Rio Doce, que teve avanço de 4,09% em suas ações. Também a Vale, uma das campeãs em ganhos na Bovespa, topou com a crise quando anunciava suas negociações para a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata. Só que ela, além da pedra Bush, também enfrenta objeções do governo brasileiro. Motivo: o governo acredita que essa aquisição vai contra os interesses nacionais. A proposta de compra pode chegar a US$ 90 bilhões e parte desse pagamento seria feito pela troca de ações preferenciais, o que, mesmo excluindo o direito de voto aos acionistas da Xstrata, garantiria parte considerável do capital da companhia aos estrangeiros. Na quinta- feira 24, a Vale afirmava que, pelo menos até aquele momento, nada havia de concreto nas negociações com a Xstrata.


30/1/2008


 
Receba as informações de Isto É semanalmente em seu e-mail:
 
 
 
 
 
 




 
 
 
 
 
   
 
Imprimir

   
       

© Copyright 1996-2008 Editora Três
É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.

ContentStuff - Media Solutions



>